Era de Uranio
El mandarín
Se descentró
Sus manos ya no son
Aquellos subibajas
No todo fue fortuna
Ni la ropa de las luces
Son cuerpos apretados
Hacia el cielo
Con un piolín
Se suspendió
La vieja bailarina absurda
De los circos
Y los árboles que caen
Ya nada retrocede
Hoy ya quiero tus manos
Tus manos del alba
Y el sonido de la madrugada se demoró
Con el viento se cansó de andar y andar
Y un vendaval trasmutará
En llovizna de esta era de uranio
Y al despertar
Seremos luz
Y caeremos como gotas de agua
La vieja melodía tendrá su calor igual
Y el ave siempre migrará otra vez
El cantautor desafinó
Su beba cuando quedó sola
Corrió un mueble
Sus cartas se mojaban
Se borraban pequeños azabaches de la música
Era de Urânio
O mandarim
Se desestabilizou
Suas mãos já não são
Aqueles balanços
Nem tudo foi sorte
Nem as roupas das luzes
São corpos apertados
Rumo ao céu
Com um piolinho
Se suspendeu
A velha bailarina absurda
Dos circos
E as árvores que caem
Nada mais retrocede
Hoje eu já quero suas mãos
Suas mãos do amanhecer
E o som da madrugada se atrasou
Com o vento se cansou de andar e andar
E um vendaval se transformará
Em chuvisco dessa era de urânio
E ao acordar
Seremos luz
E cairemos como gotas d'água
A velha melodia terá seu calor igual
E o pássaro sempre migrará de novo
O cantautor desafinou
Sua bebê quando ficou sozinha
Empurrou um móvel
Suas cartas se molhavam
E pequenos azabaches da música se apagavam
Composição: Luis Alberto Spinetta