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O Fim da Bela Época

Splin

Konets prekrasnoj ehpokhi

Potomu chto iskusstvo poehzii trebuet slov,
ia - odin iz glukhikh, oblysevshikh, ugriumykh poslov
vtorosortnoj derzhavy, sviazavshejsia s ehtoj,-
ne zhelaia nasilovat' sobstvennyj mozg,
sam sebe podavaia odezhdu, spuskaius' v kiosk
za vechernej gazetoj.

Veter gonit listvu. Starykh lampochek tusklyj nakal
v ehtikh grustnykh kraiakh, chej ehpigraf - pobeda zerkal,
pri sodejstvii luzh porozhdaet ehffekt izobil'ia.
Dazhe vory kradut apel'sin, amal'gamu skrebia.
Vprochem, chuvstvo, s kotorym gliadish' na sebia,-
ehto chuvstvo zabyl ia.
V ehtikh grustnykh kraiakh vse rasschitano na zimu: sny,
steny tiurem, pal'to, tualety nevest - belizny
novogodnej, napitki, sekundnye strelki.
Vorob'inye kofty i griaz' po chislu shchelochej;
puritanskie nravy. Bel'e. I v rukakh skripachej -
dereviannye grelki.

Ehtot kraj nedvizhim. Predstavliaia ob'em valovoj
chuguna i svintsa, obaldeloj triakhnesh' golovoj,
vspomnish' prezhniuiu vlast' na shtykakh i kazach'ikh nagajkakh.
No sadiatsia orly, kak magnit, na zheleznuiu smes'.
Dazhe stul'ia pletenye derzhatsia zdes'
na boltakh i na gajkakh.

Tol'ko ryby v moriakh znaiut tsenu svobode; no ikh
nemota vynuzhdaet nas kak by k sozdan'iu svoikh
ehtiketok i kass. I prostranstvo torchit prejskurantom.
Vremia sozdano smert'iu. Nuzhdaias' v telakh i veshchakh,
svojstva tekh i drugikh ono ishchet v syrykh ovoshchakh.
Kochet vnemlet kurantam.

Zhit' v ehpokhu svershenij, imeia vozvyshennyj nrav,
k sozhaleniiu, trudno. Krasavitse plat'e zadrav,
vidish' to, chto iskal, a ne novye divnye divy.
I ne to chtoby zdes' Lobachevskogo tverdo bliudut,
no razdvinutyj mir dolzhen gde-to suzhat'sia, i tut -
tut konets perspektivy.

To li kartu Evropy ukrali agenty vlastej,
to l' piaterka shestykh ostaiushchikhsia v mire chastej
chereschur daleka. To li nekaia dobraia feia
nado mnoj vorozhit, no otsiuda bezhat' ne mogu.
Sam sebe nalivaiu kagor - ne krichat' zhe slugu -
da cheshu kotofeia...

To li puliu v visok, slovno v mesto oshibki perstom,
to li dernut' otsiudova po moriu novym Khristom.
Da i kak ne smeshat' s p'ianykh glaz, obaldev ot moroza,
parovoz s korablem - vse ravno ne sgorish' ot styda:
kak i cheln na vode, ne ostavit na rel'sakh sleda
koleso parovoza.

Chto zhe pishut v gazetakh v razdele "Iz zala suda"?
Prigovor priveden v ispolnen'e. Vzglianuvshi siuda,
obyvatel' uzrit skvoz' ochki v oloviannoj oprave,
kak lezhit chelovek vniz litsom u kirpichnoj steny;
no ne spit. Ibo brezgovat' kumpolom sny
prodyriavlennym vprave.

Zorkost' ehtoj ehpokhi korniami vpletaetsia v te
vremena, nesposobnye v obshchej svoej slepote
otlichat' vypadavshikh iz liulek ot vypavshikh liulek.
Beloglazaia chud' dal'she smerti ne khochet vzglianut'.
Zhalko, bliudets polno, tol'ko ne s kem stola vertanut',
chtob sprosit' s tebia, Riurik.

Zorkost' ehtikh vremen - ehto zorkost' k veshcham tupika.
Ne po drevu umom rastekat'sia pristalo poka,
no plevkom po stene. I ne kniazia budit' - dinozavra.
Dlia poslednej stroki, ehkh, ne vyrvat' u ptitsy pera.
Nepovinnoj glave vsekh i del-to, chto zhdat' topora
da zelenogo lavra.

O Fim da Bela Época

Porque a arte da poesia exige palavras,
eu sou um dos surdos, calvos, e sombrios mensageiros
de uma nação de segunda classe, atada a isso -
sem querer forçar meu próprio cérebro,
me vestindo, desço até a banca
por um jornal da noite.

O vento empurra as folhas. As lâmpadas antigas, fracas,
nessas terras tristes, cujo epígrafe é a vitória dos espelhos,
com a ajuda de poças, geram um efeito de abundância.
Até os ladrões roubam laranjas, arranhando a amálgama.
De qualquer forma, o sentimento com que você se olha -
esse sentimento eu me esqueci.
Nessas terras tristes, tudo está preparado para o inverno: sonhos,
paredes de prisão, casacos, toaletes de noiva - brancura
de ano novo, bebidas, ponteiros de segundos.
Os casacos de pardal e a sujeira em número de bicos;
costumes puritanos. Branquíssimo. E nas mãos do violinista -
bolsas de madeira.

Essa terra é imóvel. Imaginando o volume de ferro
e chumbo, com a cabeça tonta, você
lembra do antigo poder nas baionetas e nos chicotes cossacos.
Mas as águias se sentam, como um ímã, na mistura de ferro.
Até as cadeiras de vime se sustentam aqui
com parafusos e porcas.

Só os peixes no mar sabem o valor da liberdade; mas eles
são mudos, nos forçando a criar nossas
etiquetas e caixas. E o espaço queima com o pré-escalonador.
O tempo é criado pela morte. Precisando de corpos e coisas,
as propriedades de uns e outros ele busca em vegetais crus.
Quer ouvir os sinos.

Viver na época das realizações, tendo um espírito elevado,
infelizmente, é difícil. O vestido da bela se arrasta,
você vê o que procurava, e não novas maravilhas.
E não é que aqui Lobachevski se mantenha firme,
mas o mundo expandido deve de alguma forma se estreitar, e aqui -
aqui é o fim da perspectiva.

Seriam os agentes do governo que roubaram o mapa da Europa,
ou a quinta parte dos seis que permanecem no mundo das partes
atravessando a distância. Ou alguma boa fada
precisa me adivinhar, mas daqui não posso fugir.
Eu mesmo me sirvo de cálice - não gritem para o servo -
para coçar a barriga...

Seria um tiro no alto, como se fosse um erro de dedo,
ou puxar daqui pelo mar um novo Cristo.
E como não misturar com os olhos bêbados, atordoados pelo frio,
um trem com um navio - de qualquer forma, não se queimará de vergonha:
como um barco na água, não deixará nos trilhos vestígios
do trem a vapor.

O que escrevem nos jornais na seção "Do tribunal"?
A sentença foi cumprida. Olhando para cá,
um morador vê através de óculos de armação de estanho,
como um homem está deitado de rosto para baixo na parede de tijolos;
mas não dorme. Pois murmurar com um capuz de sonhos
é um sussurro à direita.

A acuidade dessa época se entrelaça com as raízes
naqueles tempos, incapazes em sua cegueira geral
de distinguir os que caíram das balanças dos que caíram das balanças.
A criatura de olhos brancos não quer olhar além da morte.
É uma pena, a mesa está cheia, mas não há com quem girar,
para perguntar a você, Riurik.

A acuidade desses tempos - é a acuidade para as coisas do idiota.
Não é apropriado se espalhar pela árvore da sabedoria por enquanto,
mas sim cuspir na parede. E não acordar príncipes - dinossauros.
Para a última linha, ah, não arrancar da ave uma pena.
Para a cabeça inocente de todos e das coisas, o que esperar do machado
e do louro verde.

Composição: