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Meus 20 Anos

Splin

Mne 20 Let

Vseobshchaia serost' pri nashem-to urovne
Rosli vrode umnymi, vyrosli durniami
Mundiry napialili, stakany napolnili
Edva zakhmelev, protrezveli, i poniali

Chto vot ona zhizn', a podat'sia v nej nekuda
Est' sotsrealizm, porozhden'e sovdepovo
Komu pirovat' u stola nenasytnogo
Komu vekovat' u koryta razbitogo

Da bog s nim, plevat' ia khotel na ikh mesivo
Pokuda mne golodno, znachit, mne veselo
Vsia bol' vperedi - rasstupis', gol' khaliavaia
Ehkh, rvanye dzhinsy, karmany dyriavye

Makhnut', chto l' kuda, vse na mne, chto ne sobrano
Strana velika, shofera - liudi dobrye
I zhit' ot pesni k stakanu, ot stakana - da k pesne
Ty sprosish' - chego ne siditsia na meste mne

Net, ia mog by najti sebe tolstuiu zhenshchinu
Khoziajku, rabotnitsu, seks-bombu - na men'shee
Ia ne soglasen, da nikto ne podpishetsia
I slavno - odnomu mne kuda legche dyshitsia

Poehty derevni grebut zhar rukami
Gorodskie - po trupam nesut svoe znamia
Est' tret'i - no ehti bol'nye i nervnye
Im vsem ugotovana stairway to heaven

A chto do menia - tak ia ne tot, i ne ehtot
Menia voobshche ochen' slozhno prichislit' k poehtam
Ozornitsa-pevun'ia moia, umnitsa-krestnitsa
Ia ne zhilets v ehtom dome, no ty moia lestnitsa

Ty shliukha vokzal'naia, sviataia kormilitsa
Zhivaia voda, besposhchadnaia viselitsa
Sta rtami zaplevana, roza purpurnaia
Da ne ty l' rodila menia, mat' shestistrunnaia

Ia tol'ko s toboj eshche chto-to da znachu
Deshevyj podarok, dorogaia podachka
Na strunakh podveshennyj, na grife raspiatyj
S toboiu meniaiu ia svoj tretij desiatok

Meus 20 Anos

Toda essa mesmice no nosso nível
Crescemos como uns idiotas, parecendo espertos
Os copos se encheram, a bebida rolou
Mal acordamos, percebemos, e entendemos

Que essa é a vida, e não tem pra onde fugir
Tem o socialismo, fruto do sovietão
Pra quem festejar na mesa insaciável
Pra quem viver na beira do poço quebrado

Ah, dane-se, eu não tô nem aí pra essa confusão
Enquanto eu tiver fome, vou me divertir
Toda a dor à frente - sai da minha frente, vazio
Eh, calças rasgadas, bolsos furados

Foda-se, tudo que não tá certo, tá em mim
Um país enorme, motoristas - gente boa
E viver de música em copo, de copo - pra música
Se você perguntar - por que não consigo ficar parado

Não, eu poderia achar uma mulher gordinha
Uma dona de casa, trabalhadora, uma bomba sexy - menos
Eu não concordo, e ninguém vai assinar
E que bom - só eu respiro mais aliviado

Os poetas da aldeia se esforçam com as mãos
Os da cidade - carregam suas bandeiras
Tem os terceiros - mas esses são doidos e nervosos
Todos eles têm um caminho para o céu

E quanto a mim - não sou aquele, nem esse
É muito difícil me contar entre os poetas
Minha travessa cantoria, minha esperta afilhada
Eu não moro nessa casa, mas você é minha escada

Você, vagabunda de estação, santa alimentadora
Água viva, cruel forca
Com seus lábios sujos, rosa púrpura
E não foi você que me pariu, mãe de seis cordas

Só com você ainda sei de algo
Um presente barato, uma oferta cara
Pendurado nas cordas, crucificado no braço
Com você, eu chego aos meus trinta.

Composição: