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Demiculis

Squallor

Demiculis

La boa che segnalava il boa, non c'è nella bua.
Mi sono fatto male!

L'isola di Pacandracus sorgeva, come un ciuffo di peli in una donna, in mezzo al mare.
Sopra il montagnone regnava un piccola clinica detta "della maternità":
praticamente come in Italia.
Ma un'isola greca, e una clinica greca, non fa primavera: come una rondine.
UEE! UEE! UEE!

E nacque Demiculis: "vieni avanti, grecino" gridò l'infermiera.
Piccolo, goffo, con dei riccioloni unti già dietro, e un paio di fogli in mano del ministero.
"E una mamma co… che può dire quando il figlio parte, fa carriera?!"
"Una mamma che può dire? È disperata!"
"Vedere questo chiattone che parte, v a quella barca… e diventa misitro e fa un sacco di soldi…"
"Cosa può dire una mamma? È disperata!"
"Com'era bello quando l'ho fatto! Era piccolo, ricciolone…"
"Feteva 'nu poco, ma era carino, era bellino…"
"È partito, non l'ho visto più…"
"Un telegramma! Che ti costa scriverlo?"
"E' anche gratiss che tu sei ministro…"
"Ma anche Mandreculis, tuo padre, mi fa un mazzo tutte le mattine:
- e dov'è andato Gianni? E dov'è andato Gianni?-
Ma che te ne fotte a te dov'è Gianni? Sta facendo soldi a catena"
Demiculis
"È a Venezia: apre mostre… mostre apre: già è un mostro lui!"

Ma imperterrito, Demiculis proseguiva tutto per la su strada:
non badava a sbadigli, lui andava sempre avanti…
sia alla Camera che al Senato sbaragliava tutti e tutti,
un po' per l'ascella truccata, che ci voleva il porto d'armi per portarla,
sterminava circa tre deputati al giorno,
e dalla minoranza passò alla maggioranza.
Ma Demiculis era fermo sui suoi piedi: anche quelli fetevano, mica poco!

"E la mamma in Grecia si disperava sempre!"
(e mò n'arriva e fa Bum Bum! Ha avuto un ritardo…)
Ma Demiculis andava sempre avanti, fin quando non arrivò il trucco trucco
(e 'n arriva chiù!)
Era anche diventato cornuto nel frattempo, e lui non se ne accorgeva.
MMHHMM!

"Quando scrive? Quando scrive? Io me lo ricordo: gli facevo le iniezioni di fragolone…"
"Con quella pacca che c'aveva! Rosea!"
"Avevo comprato anche uno spillone che non gli faceva tanto male! -TIN! TIN! - faceva!"
"E gli iniettavo il Politicol: un piccolo medicinale base di Fanfani e Andreotti… Forattini!"
PRR! PRRR!
"Scoreggiava qualche volta, ma era tanto gentile! La faceva con simpatia!"
"Sì, qualche volta esagerava… ma era piccolo, era cortese!"

"Io cago sempre qui!" ( 'na voce 'e chesta...)
Ma lui cagava sempre qui (ormai siam sbottati… è un pezzo 'e tre ore!)
Demiculis morì sotto un macchina non assicurata
Ma siccome era del ministero, gli pagarono la macchina a lui.
E s'è… e s'è…
"Mammà, vottami 'o cantero: famme piscià!"
"C'è un'euforia in questa base che non finisce mai, non si capisce niente…"
Avant' e PO PO PO PO… AN!
POT!!
(Ha cagato Demiculis! pulezzàtel 'o culo!)

Demiculis

A boa que sinalizava a boa, não tá na bua.
Me machuquei!

A ilha de Pacandracus surgia, como um tufo de pelos em uma mulher, no meio do mar.
Em cima do montanhão reinava uma pequena clínica chamada "da maternidade":
praticamente como na Itália.
Mas uma ilha grega, e uma clínica grega, não faz primavera: como uma andorinha.
UEE! UEE! UEE!

E nasceu Demiculis: "vem cá, grecinho" gritou a enfermeira.
Pequeno, desajeitado, com uns cachinhos oleosos já atrás, e um par de papéis na mão do ministério.
"E uma mãe co… que pode dizer quando o filho parte, faz carreira?!"
"Uma mãe que pode dizer? Ela tá desesperada!"
"Ver esse gordinho que parte, vai naquela barca… e vira ministro e faz um monte de grana…"
"O que pode dizer uma mãe? Ela tá desesperada!"
"Como era bonito quando eu fiz! Era pequeno, cachorrão…"
"Fedendo um pouco, mas era bonitinho, era uma gracinha…"
"Ele partiu, não vi mais…"
"Um telegrama! Que custa escrever?"
"É até de graça que você é ministro…"
"Mas também Mandreculis, seu pai, me enche o saco todas as manhãs:
- e onde foi Gianni? E onde foi Gianni? -
Mas que se importa pra você onde tá Gianni? Ele tá fazendo grana a rodo."
Demiculis
"Ele tá em Veneza: abre exposições… exposições abre: já é um monstro ele!"

Mas firme, Demiculis seguia seu caminho:
não ligava para bocejos, ele ia sempre em frente…
na Câmara e no Senado, desbancava todo mundo,
um pouco pela axila maquiada, que precisava de porte de armas pra carregar,
eliminava cerca de três deputados por dia,
e da minoria passou pra maioria.
Mas Demiculis estava firme nos seus pés: até eles fediam, não era pouco!

"E a mãe na Grécia sempre se desesperava!"
(e agora chega e faz Bum Bum! Teve um atraso…)
Mas Demiculis ia sempre em frente, até que chegou o truque truque
(e 'n chega mais! )
Ele também tinha virado corno nesse meio tempo, e ele não percebia.
MMHHMM!

"Quando escreve? Quando escreve? Eu me lembro: eu dava as injeções de moranguinho…"
"Com aquele tapa que ele tinha! Rosado!"
"Eu até comprei um alfinete que não doía tanto! -TIN! TIN! - fazia!"
"E eu injetava o Politicol: um pequeno remédio à base de Fanfani e Andreotti… Forattini!"
PRR! PRRR!
"Ele soltava uns peidos às vezes, mas era tão gentil! Ele fazia com simpatia!"
"Sim, às vezes exagerava… mas era pequeno, era educado!"

"Eu sempre cago aqui!" (uma voz de cá...)
Mas ele cagava sempre aqui (já estamos estourando… é um pedaço de três horas!)
Demiculis morreu embaixo de um carro não segurado
Mas como era do ministério, pagaram o carro pra ele.
E se foi… e se foi…
"Mãe, me passa o canteiro: deixa eu mijar!"
"Tem uma euforia nessa base que nunca acaba, não se entende nada…"
Avante e PO PO PO PO… AN!
POT!!
(Ele cagou, Demiculis! limpa o seu rabo!)

Composição: