Vanity fair
She left her school for the factory
From pocket money to a salary,
From a pac-a-mac to a compact case
And every morning she inspects her face.
She discovers pulling pints in pubs
That the good looks will never cover up for
Her dumbness in taking the stock
Sees her reflection in a butcher's shop.
She finds it all quite rare
That her meat's all vanity fair.
She has her eyes on medallion men
Who get her home on the dot at ten,
She combs her hair when she gets excused
The deal she wants always ends up screwed.
Paints her nails on the bathroom scales
Gargles her breath like a landed whale,
Her beauty is as deep as her skin
Keeps her eyebrows in a tobacco tin.
She poses foot on the chair
Coconut shy but vanity fair.
In her vanity case her compact case
In her compact case her eyes,
Not bad for a sister
But her vanity's fair and her sense of humour's dry.
She comes home late with another screw loose
She swears to have had just a pineapple juice,
Falls asleep fully clothed in her bed
With her makeup remover by her head.
And she might not be all there
But her dream's all vanity fair.
Festa da Vaidade
Ela deixou a escola pra trabalhar na fábrica
De mesada pra um salário,
De um casaco de chuva pra uma nécessaire
E toda manhã ela confere seu rosto.
Ela descobre que puxando chopp em bar
Que a beleza nunca vai cobrir sua
Dureza em fazer o estoque
Vê seu reflexo na vitrine do açougue.
Ela acha tudo bem raro
Que sua carne é só festa da vaidade.
Ela tem os olhos em homens de medalhão
Que a levam pra casa pontualmente às dez,
Ela arruma o cabelo quando é liberada
O negócio que ela quer sempre acaba estragado.
Pinta as unhas na balança do banheiro
Gargareja o hálito como uma baleia encalhada,
Sua beleza é tão profunda quanto sua pele
Mantém as sobrancelhas em uma lata de tabaco.
Ela posa com o pé na cadeira
Tímida como um coco, mas festa da vaidade.
Na sua nécessaire, sua nécessaire compacta
Na sua nécessaire compacta, seus olhos,
Nada mal pra uma irmã
Mas sua vaidade é justa e seu senso de humor é seco.
Ela chega em casa tarde com mais uma parafusada solta
Jura que tomou só um suco de abacaxi,
Cai no sono toda vestida na cama
Com seu removedor de maquiagem ao lado da cabeça.
E ela pode não estar totalmente presente
Mas seu sonho é só festa da vaidade.
Composição: Chris Difford / Glenn Tilbrook