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O Acampamento

Stadio

L'appostamento

Dopo giorni d'appostamento fra le sue ciglia
ho scoperto era mancina di cuore e
respirava con tutte e due le braccia
senza entrare in particolari o uscire di senno
parlava senza bocca a chi faceva mani da mercante ...
si copriva di ridicolo in riva a un mare di guai
con la stessa mano con cui Scevola mangio' la mela
con la stessa faccia con cui Caino avveleno' Cenerentola
mentre Eva rubava la scarpetta a un Settenano ...
Vedo specchi grandi come allodole
sono fatti su o per giu'
sono storie di mai piu'
vedo i grandi occhi delle frottole
sono storie di mai piu' ...
Dopo giorni d'appostamento sulle sue spalle
gli ho scoperto un seno innamorato ed uno sposato
lei aveva fianchi in mare e la bocca in cielo
gli inverni tutti al sole e un trucco magico,
un coniglio sulle guance ...
Si slegava la schiena a tempo di bossanova
con la destrezza con cui Garibaldi salpo' da Rotterdam
con la stessa forza con cui Darwin scopri' la scimmia
e come Bonnie and Clyde rubavano ai giovani per dare ai vecchi ...
Vedo pance grandi come favole
sono fatti o su per giu'
sono storie di mai piu'
non si violano le mammole
sono storie di mai piu'
vedo gambe tra le nuvole, dove piove quasi mai
sono fatti o su per giu'
sono storie di mai piu'
non si rompono le scatole
li' c'e' dentro quel che vuoi
sono storie di mai piu'
non si aprono le botole
non si tirano le scoppole
non si lasciano le briciole
non si nanano le spippole
non si girano le trottole
non si tendono le trappole
non si osano le aquile
non si spengono le lucciole.

O Acampamento

Depois de dias de acampamento entre suas pestanas
Eu descobri que ela era canhota de coração e
Respirava com os dois braços
Sem entrar em detalhes ou perder a razão
Falava sem boca para quem fazia gestos de mercador ...
Se cobria de ridículo à beira de um mar de problemas
Com a mesma mão com que Scevola comeu a maçã
Com a mesma cara com que Caim envenenou a Cinderela
Enquanto Eva roubava a sapatinha de um Setenano ...
Vejo espelhos grandes como alouettes
São feitos pra cima ou pra baixo
São histórias de nunca mais
Vejo os grandes olhos das mentiras
São histórias de nunca mais ...
Depois de dias de acampamento em seus ombros
Eu descobri um seio apaixonado e um casado
Ela tinha quadris no mar e a boca no céu
Os invernos todos ao sol e um truque mágico,
um coelho nas bochechas ...
Desligava as costas ao ritmo de bossa nova
Com a destreza com que Garibaldi partiu de Rotterdam
Com a mesma força com que Darwin descobriu o macaco
E como Bonnie e Clyde roubavam dos jovens para dar aos velhos ...
Vejo barrigas grandes como fábulas
São feitos pra cima ou pra baixo
São histórias de nunca mais
Não se violam as mamães
São histórias de nunca mais
Vejo pernas entre as nuvens, onde quase nunca chove
São feitos pra cima ou pra baixo
São histórias de nunca mais
Não se quebram as caixas
Lá dentro tem o que você quiser
São histórias de nunca mais
Não se abrem as comportas
Não se dão as palmadas
Não se deixam as migalhas
Não se nanam as pipocas
Não se giram os piões
Não se tendem as armadilhas
Não se ousam as águias
Não se apagam as vagalumes.

Composição: