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Cinzas na Ampulheta

Still Living

Ashes in the Hourglass

The clock reveals its silver teeth
Consuming hours without regret
Frosted leaves cling to forgotten graves
Where memories and moss have met

Silent ashes in the hourglass fall
Like whispers lost to turning stone
The more I fear, the more I stall
But still, I stand, and not alone

A candle weeps its molten truth
Its light a vow it cannot keep
What once was fire turns into proof
That even stars are born to sleep

Silent ashes in the hourglass fall
Like whispers lost to turning stone
The more I fear, the more I stall
But still, I stand, and not alone

Cinzas na Ampulheta

O relógio revela seus dentes prateados
Consumindo horas sem arrependimento
Folhas congeladas grudam em túmulos esquecidos
Onde memórias e musgo se encontraram

Cinzas silenciosas na ampulheta caem
Como sussurros perdidos em pedra que gira
Quanto mais eu temo, mais eu hesito
Mas ainda assim, eu fico, e não estou sozinho

Uma vela chora sua verdade derretida
Sua luz é um voto que não pode cumprir
O que antes era fogo se torna prova
Que até estrelas nascem para dormir

Cinzas silenciosas na ampulheta caem
Como sussurros perdidos em pedra que gira
Quanto mais eu temo, mais eu hesito
Mas ainda assim, eu fico, e não estou sozinho

Composição: Renato Costa, Eduardo Holanda, Aldecy Souza