Ebenholz, Schnee & Blut
Verstümmelt sind die Flügel,
die einst ihre Seele emportrugen.
Verbrann, wie die einer Motte im Kerzenlicht.
Nun beginnt sanftes Schwarz sie zu umhüllen,
hervorgebrochen aus den Abgründen der Verdrängung.
Nur ein Schimmer, wie der einer ersterbenden Flamme, bleibt.
Ein trüber Lichtblick, der sie mit dem Versprechen eines erneuten Entfachens aus den Tiefen der Dunkelheit hervorzulocken versucht.
Doch der Schmerz blendet schließlich alles aus.
Ihr Haar - so schwarz
Eine Dornenkrone es bekam
Die Haut - so weiss
Gezeichnet von dem Kreuzgang
Ihr Mund - so rot
Ein Schrei durch ihre Lippen drang
"Du wirst nie mehr lachen!",
Das Blut in ihren Ohren sang
Zusammengekrümmt kauert sie in einer dunklen Ecke auf dem Boden
Die Beine von den Armen umschlossen, dicht an den Oberkörper gezogen.
Ein kalter Windzug streicht über ihre zerschundene Haut -
und durch die verborgensten Gänge ihrer Seele.
Die Bilder in ihren Augen fangen an zu verschwimmen.
All ihre Tränen werden Perlen sein,
eingeschlossen in das erschöpfte Herz.
Wundes Herz.
Körper schmerzt.
Seele zerstört.
Niemand hat ihre Schreie gehört ...
Wir werden geboren,
Wir leiden,
Wir sterben
Von Dauer ist unser Dasein nicht!
Denn all unsere Morgen werden gestern sein,
Und auch der mächtigste Spiegel zerbricht!
Ébano, Neve & Sangue
As asas estão mutiladas,
que um dia carregaram sua alma.
Queimadas, como as de uma mariposa na luz da vela.
Agora um suave negro começa a envolvê-las,
brotando das profundezas da repressão.
Apenas um brilho, como o de uma chama moribunda, permanece.
Um vislumbre turvo, que tenta atraí-las com a promessa de um novo acender das profundezas da escuridão.
Mas a dor acaba ofuscando tudo.
Seu cabelo - tão negro
Uma coroa de espinhos ela ganhou
A pele - tão branca
Marcada pelo caminho da cruz
Sua boca - tão vermelha
Um grito atravessou seus lábios
"Você nunca mais vai rir!",
O sangue cantava em seus ouvidos.
Encolhida, ela se agacha em um canto escuro no chão
As pernas abraçadas pelos braços, puxadas para perto do tronco.
Um vento frio passa sobre sua pele machucada -
e pelos corredores mais ocultos de sua alma.
As imagens em seus olhos começam a borrar.
Todas as suas lágrimas serão pérolas,
encerradas no coração exausto.
Coração ferido.
Corpo dói.
Alma destruída.
Ninguém ouviu seus gritos...
Nós nascemos,
Nós sofremos,
Nós morremos
A nossa existência não é duradoura!
Pois todas as nossas manhãs serão ontem,
E até o espelho mais poderoso se quebra!