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Olhar para a Liberdade

Su Ta Gar

Zabalera Begira

Urteak doaz, beti borrokan
bortxatuago, zapalduago
ilunpe ahuldua
zaborraren hatsaz jantziko
lore usteletan
gaitza apaintzeko
giza garraxia
hain erraz ez danez ixiltzen
hor dirau arbolak
berriz loratzen

Zabalera begira
ez da urrutiegi sentitzen
askatasun oihuaren
oihartzuna bertan da

Norberan jabe
bila etengabe
noiz da lortuko
noiz bukatuko
ideia landuak
irudimen bortitz zainduaz
kupidarik gabe
erasotuak
kateak estutuz
ez dute gehiegi lortuko
aske izate nahia
ez da inoiz hilko

Zabalera begira
ez da urrutiegi sentitzen
askatasun oihuaren
oihartzuna bertan da beti.

Olhar para a Liberdade

Os anos passam, sempre lutando
mais forçados, mais oprimidos
na sombra que se enfraquece
vestidos com o cheiro do lixo
nas flores murchas
para enfeitar a dor
humanidade ferida
não se cala tão fácil assim
aliás, as árvores estão ali
florescendo de novo

Olhar para a liberdade
não se sente tão distante
o eco do grito de liberdade
está sempre presente ali

Cada um é dono
buscando incessantemente
quando vai conseguir
quando vai acabar
ideias cultivadas
cuidando da imaginação feroz
sem compaixão
atacados
as correntes apertando
não vão conseguir muito
o desejo de ser livre
nunca vai morrer

Olhar para a liberdade
não se sente tão distante
o eco do grito de liberdade
está sempre presente ali.

Composição: