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Preso azul

Subsonica

Preso blu

Ma quanta arroganza si spreca,
per quali mediocri orizzonti,
il senso di vaga impotenza,
di un giorno di pioggia,
al gusto di pioggia,
in giorni di pioggia.
Con quali blindate paure
confonde l' amaro tra i denti,
l'insipido blu polizia,
di un giorno di pioggia,
al gusto di pioggia,
in giorni di pioggia.

ma sai dirmi dove sei,
se ti chiedo dove sei,
ti nascondi dove sei.

Il vuoto delle tue certezze tra le tue pareti che ora
inchiodano il silenzio tra noi due disordine interiore
ma ordine nel paese prigioni tribunali cellulari o
forse chiese, paura della morte, paura della vita
paura che la vita sfuggendo tra le dita,
paura che diversa sarebbe anche possibile,
paura del diverso paura del possibile.

In quali silenzi riecheggia
la rabbia delle tue certezze,
perché non ci provi ad arrenderti
a un giorno di pioggia,
al gusto di pioggia,
in anni di pioggia

RIT.

Preso azul

Mas quanta arrogância se desperdiça,
por quais horizontes medíocres,
o sentimento de uma impotência vaga,
de um dia de chuva,
com o gosto de chuva,
em dias de chuva.
Com quais medos blindados
confunde o amargo entre os dentes,
o insípido azul polícia,
de um dia de chuva,
com o gosto de chuva,
em dias de chuva.

Mas você pode me dizer onde está,
se eu te pergunto onde está,
você se esconde onde está.

O vazio das suas certezas entre as suas paredes que agora
pregam o silêncio entre nós dois, desordem interior
mas ordem no país, prisões, tribunais, celas ou
quem sabe igrejas, medo da morte, medo da vida
medo de que a vida escorregue entre os dedos,
medo de que o diferente também seria possível,
medo do diferente, medo do possível.

Em quais silêncios ecoa
a raiva das suas certezas,
por que você não tenta se render
a um dia de chuva,
com o gosto de chuva,
em anos de chuva.

REF.

Composição: