Knochenschiff
Ein Boot aus Fleisch treibt auf dem Meer.
Aus blanken Knochen ist der Mast gemacht.
Im Rippengitter unter Deck,
da schlägt ein Herz mit einem Leck
im Takt der Wellen Tag und Nacht.
Wohin soll denn die Reise gehn?
Aufs nächste Riff, aufs nächste Riff!
Ein Büschel Haare weht am Mast
vom Knochenschiff, vom Knochenschiff.
Das Knochenschiff treibt auf dem Meer.
Sein Ruder brach schon auf der Jungfernfahrt.
Hat sich die Segel tätowiert,
der Kiel ist mit Metall verziert
und von den Stürmen wird die Haut so hart.
Wohin soll denn die Reise gehn? ...
So manche Narbe ziert den Bauch
und offne Wunden sind dort auch.
Das Schiff sehnt sich nach einem Riff so sehr.
Wohin soll denn die Reise gehn? ...
Navio de Ossos
Um barco de carne flutua no mar.
Feito de ossos brancos, o mastro se ergue.
Na grade das costelas, abaixo do convés,
bate um coração com um furo
no compasso das ondas dia e noite.
Pra onde será que a viagem vai?
Pro próximo recife, pro próximo recife!
Um punhado de cabelo sopra no mastro
do navio de ossos, do navio de ossos.
O navio de ossos flutua no mar.
Seu leme quebrou na viagem inaugural.
As velas estão tatuadas,
a quilha é adornada com metal
e a pele se torna dura com as tempestades.
Pra onde será que a viagem vai? ...
Muitas cicatrizes enfeitam a barriga
e feridas abertas também estão lá.
O navio anseia por um recife com tanta força.
Pra onde será que a viagem vai? ...