El Vagabundo de La Cuadra
El vagabundo de la cuadra busca piedras en el piso
Se terminó los tres gramos de cristal y se quedó erizo
El criko es color blanco, azul, a veces rojizo
Un foco y cinco rocas para que varios adictos te prueben de ese guiso
Ojalá nunca sepan qué es lo que se siente
Fumar dos días seguidos y que no sea suficiente
Bajar seis kilos, que se te pudran los dientes
Pinche metanfetamina, mi maldición fue conocerte
Por mi apariencia me desprecia la gente
Me quitaste casa y familia, vivo bajo de un puente
Se olvidaron de mi nombre, ahora me llaman malviviente
Aunque esté todo colorido, se mira triste el ambiente
(En el mismo lugar que apesta a abandono y que huele a fracaso)
Esta mierda la escuchan los que salieron de alcantarillas
No puedo con la ansiedad, ya me fumé tres cajetillas
A los cigarros no les dejo ni las colillas
Ojeras marcadas, la piel amarilla
Las características de un junkie que sufre malilla
No puedo seguir a los cristianos, ellos van de rodillas
Y yo montado en mi bicicleta llegué más rápido a la capilla
El alma se hizo para enamorarse, el dinero para gastarse
La soga para colgarse, las venas para cortarse
(El mismo fracasado que eres)
Y de las drogas, muy pocos pueden salvarse
(En el mismo lugar, que cada pared te reclama, que cada pared te recuerda la triste y miserable historia de tu vida)
O Vagabundo da Quadra
O vagabundo da quadra busca pedras no chão
Acabou com os três gramas de cristal e ficou na fossa
O criko é branco, azul, às vezes avermelhado
Uma lâmpada e cinco pedras pra que vários viciados provem desse veneno
Tomara que nunca saibam como é a sensação
Fumar dois dias seguidos e não ser o suficiente
Perder seis quilos, ver os dentes apodrecerem
Droga de metanfetamina, minha maldição foi te conhecer
Pela minha aparência, a galera me despreza
Me tirou a casa e a família, vivo debaixo de uma ponte
Esqueceram meu nome, agora me chamam de malvivente
Mesmo todo colorido, o ambiente é triste e ausente
(No mesmo lugar que fede a abandono e cheira a fracasso)
Essa merda é ouvida por quem saiu das bocas de esgoto
Não aguento a ansiedade, já fumei três maços
Nem as bitucas eu deixo pra trás
Olheiras profundas, pele amarelada
As características de um junkie que sofre na jornada
Não consigo seguir os crentes, eles vão de joelhos
E eu, montado na minha bike, cheguei mais rápido à capela
A alma foi feita pra se apaixonar, o dinheiro pra se gastar
A corda pra se enforcar, as veias pra se cortar
(O mesmo fracassado que você é)
E das drogas, muito poucos conseguem se salvar
(No mesmo lugar, que cada parede te cobra, que cada parede te lembra a triste e miserável história da sua vida)
Composição: Daniel Colunga