Escritos de Un Barrio Triste
En la esquina de los pelones siempre dice que huele raro
Empezó por amor al arte, nunca por el baro
Por más que me baskulearon, no las encontraron
Se chingaron al puntero, se escucharon 3 disparos
En pedasitos y el maletas los Z ahí lo dejaron
Se respira violencia en esa casa color menta
Listo para marcharme nunca vacío las maletas
Si no conoce el terreno, mejor no se meta
En la noche salen momias a robarse bicicletas
Ahí vienen las patrullas amárrense las agujetas
Correr de los estatales nos convirtió en atletas
Mi abuela se enojó, planté mota en sus macetas
Ando bien ácidote mirando siluetas
Aquí en el under se cocina sin receta
Unos llegan a su casa otros duermen en banqueta
Soy adicto a las pastillas no me duran las tabletas
Está madre no pega échale tres ampolletas
Por andar de verguero el bato terminó en muletas
Que te fui infiel esas mierdas no son ciertas
En zacatecas no hay culitos, pura narco en camioneta
El pecado original está tocando la puerta
Son los ministeriales buscando la merca
Pero se les durmió el roberto ya brinco la cerca
(Ya brinco la cerca, el hijo de puta se les volvió)
Me puso bien trancotas ese pulque con tachas
Todo risa y diversión hasta que el cristal te engancha
A veces para un octavo, otras fumando bacha
No lo hace más rapero usar la ropa ancha
Bien verguero con su clika y solito la cabeza agacha
Le dije que un tiro limpio y el puto saco una hacha
Acá en el barrio hay que soñar despierto
Una madre llorando encontró a su hijo muerto
En una riña campal el vato mamo por lento
Niñas de 15 años inhalando pegamento
Tratando de pegar lo roto que llevan por dentro
Anda bien flacotes, casi se los lleva el viento
Un homi volvió a caer por lo menos hizo el intento
Escritos de um Bairro Triste
Na esquina dos carecas sempre dizem que o cheiro é estranho
Começou por amor à arte, nunca pela grana
Por mais que me revistaram, não acharam nada
Se ferraram com o cara da frente, ouviram 3 tiros
Em pedaços e as malas, os Z deixaram lá
Se respira violência naquela casa verde menta
Pronto pra ir embora, nunca esvazio as malas
Se não conhece o terreno, melhor não se meter
À noite saem múmias pra roubar bicicletas
Aí vêm as viaturas, amarre bem os cadarços
Correr dos estaduais nos virou atletas
Minha avó ficou brava, plantei maconha nos vasos
Tô bem chapado olhando silhuetas
Aqui no submundo se cozinha sem receita
Uns chegam em casa, outros dormem na calçada
Sou viciado em comprimidos, não me duram as cartelas
Essa parada não pega, joga três ampolas
Por andar de vacilão, o cara terminou em muletas
Que fui infiel, essas merdas não são verdade
Em Zacatecas não tem bundinhas, só narco na caminhonete
O pecado original tá batendo na porta
São os policiais procurando a mercadoria
Mas o Roberto cochilou, já pulou a cerca
(Já pulou a cerca, o filho da puta se virou)
Me deixou bem doidão esse pulque com tachas
Tudo risada e diversão até que o cristal te pega
Às vezes pra um oitavo, outras fumando bacha
Não faz mais rapper usar roupa larga
Bem vacilão com sua galera e sozinho a cabeça baixa
Disse que um tiro limpo e o cara sacou um machado
Aqui no bairro tem que sonhar acordado
Uma mãe chorando encontrou seu filho morto
Em uma briga generalizada, o cara se ferrou por lento
Meninas de 15 anos inalando cola
Tentando colar o que tá quebrado por dentro
Tão bem magrinhos, quase são levados pelo vento
Um amigo caiu de novo, pelo menos tentou