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Beijo de Despedida

Suciopata

Beso de Despedida

Nada me llena y me acostumbre a no tenerte
Tu ausencia me vacía quisiera no quererte
No verte, ni escribirte tampoco pensarte
Sigo escribiendo cosas resumidas en soltarte

Escribí para olvidarte, no me llena el arte
Volví a mirar tus fotos y también volví a extrañarte
Hace tiempo que no me sentía así
Pero está bien recordar porque recordar es vivir

Volver a recordar esas bajadas y subidas
Reconocería esos ojos en esta y otras vidas
Querida, hace cuánto que no nos vemos
Pero estás mejor sin mí, si es así nos vemos luego

Desde que no estás la soledad me arropa
Yo aún conservo alguna de tus prendas en mi guardarropa
Se fue sin darme ni un beso de despedida
Mucha distancia y me gusta el amor a quemarropa

Las flores que le di en octubre marchitaron
Ya no quedó nada hasta las aves emigraron
Noches que no puedo ni conciliar el sueño
Y nomás no salgo del pozo por más que pongo empeño

Ganas de vomitar y sensaciones raras
Quisiera que el corazón olvidara y no extrañara
Lo que quiero siempre escapa de mis manos
Irónico, siempre nos hace mierda lo que amamos

El buen amor siempre va a ser el que nos quema
El que primero nos repara y ya luego nos quiebra
Espero encuentres también a tu buen amor
Espero que lo encuentres para que también te pierdas

Para que también te pierdas
Perdí mi estabilidad nada más por unas piernas, nada más por unas piernas

Beijo de Despedida

Nada me preenche e me acostumei a não ter você
Sua ausência me deixa vazio, queria não te querer
Não te ver, nem te escrever, nem pensar em você
Continuo escrevendo coisas resumidas em te soltar

Escrevi pra te esquecer, mas a arte não me preenche
Olhei suas fotos de novo e voltei a sentir sua falta
Faz tempo que não me sentia assim
Mas tudo bem lembrar, porque lembrar é viver

Voltar a lembrar dessas descidas e subidas
Reconheceria esses olhos em outras vidas
Querida, quanto tempo sem nos ver
Mas você tá melhor sem mim, se for assim, até logo

Desde que você foi embora, a solidão me abraça
Eu ainda guardo algumas das suas roupas no meu armário
Você foi embora sem me dar um beijo de despedida
Muita distância e eu gosto do amor à queima-roupa

As flores que te dei em outubro murcharam
Não sobrou nada, até os pássaros migraram
Noites que não consigo nem dormir
E não saio do buraco, por mais que eu me esforce

Vontade de vomitar e sensações estranhas
Queria que o coração esquecesse e não sentisse falta
O que eu quero sempre escapa das minhas mãos
Irônico, sempre nos fode o que amamos

O bom amor sempre vai ser o que nos queima
Aquele que primeiro nos cura e depois nos quebra
Espero que você encontre também seu bom amor
Espero que você encontre pra também se perder

Pra também se perder
Perdi minha estabilidade só por umas pernas, só por umas pernas

Composição: Carlos Sifuentes