Confesiones de Invierno

Sui Generis


Confesiones de Invierno

Me echó de su cuarto gritándome
No tienes profesión
Tuve que enfrentarme a mi condición
En invierno no hay Sol
Y aunque digan que va a ser muy fácil
Es muy duro poder mejorar
Hace frío y me falta un abrigo
Y me pesa el hambre de esperar

¿Quién me dará algo para fumar
O casa en que vivir?
Sé que entre las calles debes estar
Pero no sé partir
Y la radio nos confunde a todos
Sin dinero la pasaré mal
Si se comen mi carne los lobos
No podré robarles la mitad

Dios es empleado en un mostrador
Da para recibir
¿Quién me dará un crédito, mi señor?
Solo sé sonreír
Y tal vez esperé demasiado
Quisiera que estuvieras aquí
Cerrarán las puertas de este infierno
Y es posible que me quiera ir

Conseguí licor y me emborraché
En el baño de un bar
Fui a dar a la calle de un puntapié
Y me sentí muy mal
Y si bien yo nunca había bebido
En la cárcel tuve que acabar
La fianza la pagó un amigo
Las heridas son del oficial

Hacen cuatro años que estoy aquí
Y no quiero salir
Ya no paso frío y soy feliz
Mi cuarto da al jardín
Y aunque a veces me acuerdo de ella
(Dibujé su cara en la pared)
Solamente muero los domingos
Y los lunes ya me siento bien

Confissões de Inverno

Jogou-me para fora de seu quarto gritando:
Você não tem profissão
Tive que enfrentar a minha condição
No inverno não há sol
E embora digam que será muito fácil
É muito difícil poder melhorar
Está frio e me falta um casaco
E me pesa a fome de esperar

Quem vai me dar algo para fumar
Ou casa pra morar?
Sei que você deve estar pelas ruas
Mas não sei repartir
E o rádio confunde a todos nós
Sem dinheiro eu vou passar mal
Se os lobos comem minha carne
Eu não poderei roubar deles a metade

Deus é empregado num mostrador
Dê para receber
Quem vai me dar um crédito, meu senhor?
Apenas se sorrir
E talvez eu esperei muito
Gostaria que estivesse aqui
Fecharão a porta deste inferno
E é possível que eu queira ir embora.

Consegui licor e me embriaguei
No banheiro de um bar
Fui parar na rua com um pontapé
E me senti muito mal
E embora eu nunca tivesse bebido
Tive que acabar na prisão
Um amigo pagou a fiança
As feridas são do oficial

Faz quatro anos que eu estou aqui
E não quero sair
Já não passo frio e sou feliz
Meu quarto dá para o jardim
E embora às vezes eu me lembre dela
(Desenhei seu rosto na parede)
Morro somente aos domingos
E nas segundas já me sinto bem

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Composição: Charly García. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por Romina e traduzida por Lucio. Revisões por 4 pessoas . Viu algum erro? Envie uma revisão.

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