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Nos Braços da Saudade

Sulino, Amarito e Douradense

Letra

    Na sombra da noite calma quando tudo está silente
    Os olhos do pensamento nos convidam amavelmente
    Para ver coisas que ha tempo de nossa mente fugiu
    E a gente não acredita que aquilo já existiu

    Coisas distantes deixadas, nem sabe onde se escondem
    E nos mostra bem direitinho como foi o anteontem
    E naquele doce enlevo nas imagens refletidas
    Sonhando acordado vemos as passagens de nossa vida

    Nós vemos nossa mocidade que ficou despedaçada
    Os amores que já tivemos na curva da longa estrada
    Em nossos rostos nós vemos vagando sinais videntes
    Vaidades que foram deixadas por quem nos quis loucamente

    Mais além nós avistamos a nossa querida infância
    A escolinha onde estudamos nos bons tempos de criança
    Nós vemos nossa inocência tão pura como água da fonte
    A pensar que o fim do mundo é ali no horizonte

    Nós vemos os campos floridos, a casinha onde moramos
    As águas do ribeirão, onde felizes banhamos
    Com dez sabugos de milho imitando juntas de bois
    Nos vemos lá no terreiro brincando de carro de boi

    E nessa divagação a nossa mente se cansa
    E para pra descansar no céu azul da lembrança
    Neste instante o sono chega e tudo se desvanece
    E nos braços da saudade chorando a gente adormece


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