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Sobre o rio

Suneohair

Over the river

つぶれたようなみせのにかいに
Tsubureta you na mise no ni kai ni
きえてなくなりそうな
Kiete nakunarisou na
かんばん、ふるいかたかなのもじ
Kanban, furui katakana no moji
ひだりのほうへしんごうをゆけば
Hidari no hou e shingou wo yukeba
しゃくやならびにいまもうごかないくるまがとめてある
Shakuya narabi ni ima mo ugokanai kuruma ga tomete aru

はいらないくらっちなんどもくりかえす
Hairanai kuracchi nando mo kurikaesu
ほそみちをかわせばすいじょうこうえんにぬけるみち
Hosomichi wo kawaseba suijoukouen ni nukeru michi

ばすをまつひとのながれにおされて
Basu wo matsu hito no nagare ni osarete
きえたかぜとこどものこえ
Kieta kaze to kodomo no koe
いまもかわらないまちのなみ
Ima mo kawaranai machinami
あまやかすようなことばはいわないで
Amayakasu you na kotoba wa iwanaide
わからないんだじしんないんだ
Wakaranain da jishin nain da
このきもち
Kono kimochi

でんきのいずらじおのおとと
Denki noizu rajio no oto to
どこまでもつづきそうな
Doko made mo tsudzukisou na
ちんもくをうちけしてくれる
Chinmoku wo uchikeshite kureru
もうついちゃうねほんとはやいね
Mou tsuichau ne honto hayai ne
しんごうでとまるたびなんでもないことばをかわしている
Shingou de tomaru tabi nanigenai kotoba wo kawashite iru

きかないぶれーきすこしはきにしてる
Kikanai bureeki sukoshi wa ki ni shiteru
いらだちをかくせないいまはもうとまるひつようもなくて
Iradachi wo kakusenai ima wa mou tomaru hitsuyou mo nakute

ばすをまつひとのながれにおされて
Basu wo matsu hito no nagare ni osarete
きえたかぜとこどものこえ
Kieta kaze to kodomo no koe
いまもかわらないぼくがいて
Ima mo kawarenai boku ga ite
かたちのないまいにちにくれていく
Katachi no nai mainichi ni kurete yuku
へいきなんだわすれないんだ
Heiki nan da wasurenain da

Sobre o rio

Na loja que parece quebrada
Está prestes a desaparecer
A placa, com letras katakana antigas
Se eu seguir à esquerda, se eu for na direção do sinal
Os carros parados que não se movem até agora

A rotina que não muda, eu repito várias vezes
Se eu desviar pela rua estreita, consigo escapar do parque

Empurrado pela corrente de pessoas esperando o ônibus
O vento que desapareceu e a voz das crianças
A paisagem da cidade que não muda até agora
Não diga palavras doces como se fosse fácil
Eu não entendo, não tenho confiança
Esse sentimento

O barulho da eletricidade, o som do rádio
Parece que vai continuar para sempre
Quebrando o silêncio
Já está passando rápido, é realmente rápido
Toda vez que o sinal para, trocamos palavras sem pensar

Não estou ouvindo, um pouco de barulho me incomoda
Não preciso mais me esconder da frustração, agora não é mais necessário parar

Empurrado pela corrente de pessoas esperando o ônibus
O vento que desapareceu e a voz das crianças
Ainda estou aqui, eu que não mudo
A cada dia sem forma que vai se esvaindo
É tranquilo, eu não esqueço.