Spillemandens Dåse
En vår morgen, da solen stod højt,
Til byen en spillemand kom,
Han sat' sig og kigged' omkring,
Og nu da skaren kom nærmere, begynt' han at spill'.
Byens godtfolk, de dansed' og lo,
Som fortryllet af musikkens klang,
Men en karl, han spejded' en æske,
En sølvdåse, som spillemanden, han prøved' at skul'.
"Spelmand, spelmand, spelmand, si' vos, wa' do har i æ dås,
Spelmand, spelmand, spelmand, vis no, wa' der æ i æ dås."
Trods hans klager, rives dåsen fra hans hænder,
Da låget løftes blev himlen så sort som den mørkest' nat,
De meldt' aldrig, hvad de så, ikke en sjæl undslap.
Den aften da solen gik ned,
Lå byen så underligt stil'
Den fremmede, han var Fanden selv,
Og nu, da mørket frembrød, så begyndt' han at spil'
Spillemandens dåse.
Spillemandens dåse.
A Lata do Trovador
Em uma manhã de primavera, quando o sol estava alto,
Um trovador chegou à cidade,
Ele se sentou e olhou ao redor,
E agora, quando a multidão se aproximou, começou a tocar.
O povo da cidade dançava e ria,
Como se encantados pelo som da música,
Mas um rapaz avistou uma caixa,
Uma lata prateada que o trovador tentava esconder.
"Trovador, trovador, trovador, diga pra gente, o que tem nessa lata,
Trovador, trovador, trovador, mostra pra gente, o que tem nessa lata."
Apesar de suas queixas, a lata foi arrancada de suas mãos,
Quando a tampa foi levantada, o céu ficou tão escuro quanto a noite mais profunda,
Ninguém nunca contou o que viu, nenhuma alma escapou.
Naquela noite, quando o sol se pôs,
A cidade ficou estranhamente silenciosa,
O estrangeiro era o próprio diabo,
E agora, quando a escuridão se aproximou, ele começou a tocar.
A lata do trovador.
A lata do trovador.