
La Maritza
Sylvie Vartan
La Maritza
La Maritza, c'est ma rivière
Comme la Seine est la tienne
Mais il n'y a que mon père
Maintenant qui s'en souvienne
Quelquefois
De mes dix premières années
Il ne me reste plus rien
Pas la plus pauvre poupée
Plus rien qu'un petit refrain
D'autrefois
Tous les oiseaux de ma rivière
Nous chantaient la liberté
Moi je ne comprenais guère
Mais mon père, lui, savait
Écouter
Quand l'horizon s'est fait trop noir
Tous les oiseaux sont partis
Sur les chemins de l'espoir
Et nous on les a suivis
À Paris
De mes dix premières années
Il ne me reste plus rien, rien
Et pourtant les yeux fermés
Moi j'entends mon père chanter
Tous les oiseaux de ma rivière
Nous chantaient la liberté
Moi je ne comprenais guère
Mais mon père, lui, savait
O MARITZA
O maritza é o meu rio
Como o sena é o teu
Mas agora há apenas meu pai
Que se lembra dele
Algumas vezes, dos meus primeiros dez anos
Nada mais me resta
Nem mesmo a boneca mais pobre
Nada mais além de um pequeno refrão de antigamente
La la la la!
Todos os pássaros do meu rio
Nos cantavam a liberdade
Mas eu não compreendia nada
Mas meu pai ele sabia
Escute
Quando o horizonte se fez muito sombrio
Todos os pássaros se foram
Pelos caminhos da esperança
E nós os seguimos, a Paris
Falado: Dos meus dez primeiros anos
Nada mais me resta nada
Cantado: E, no entanto, de olhos fechados
Ouço meu pai cantar
La la la la!
Todos os pássaros do meu rio
Nos cantavam a liberdade
Mas eu não compreendia nada
Mas meu pai ele sabia




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