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Pessoas Sozinhas

Syria

Persone Sole

Sto seduta qui
gli occhi al tramonto
il sole in cielo
è un grande soldo
e cade come un'ostia luminosa
giù in bocca al mondo
e che cosa c'è, cosa non c'è
verrei veloce lì da te
se tu ci fossi
se tu esistessi
dall'altra parte di me
seduta sul ciglio del mondo
sola su questo molo
la città in sottofondo
sentire battere il cuore
di tutte le persone
le persone sole
le vedi qui davanti al mare
come tante linee parallele
come comete senza natale
come coriandoli d'estate
sempre gli stessi foulard
e le cravatte sbagliate
sassi levigati dal fiume della vita
bambini coi capelli bianchi
senza finestre, come le dita
nel buio dei guanti
e che cosa c'è, cosa non c'è
l'infinito è finito dentro me
chissà se tu mi sta aspettando
dall'altra parte di te
seduta sul ciglio del mondo
sola su questo molo
la città in sottofondo
sentire battere il cuore
di tutte le persone
e ti manco, come mi manchi
dentro al fiato e dentro ai fianchi
mentre il sole va a finire in bocca al mondo
ma dove andranno a finire
tutte quelle persone sole
le persone sole
le vedi qui davanti al mare
come tante linee parallele
con le loro impossibili storie d'amore
protagonisti senza essere visti
le persone sole
sono le luci delle processioni
milioni di candele nelle candelore
con il loro bisogno di raccontare
mi piace immaginarli danzare
al ritmo di un...na...nananana......

Pessoas Sozinhas

Estou sentada aqui
os olhos no pôr do sol
o sol no céu
é uma grande grana
e cai como uma hóstia luminosa
dentro da boca do mundo
e o que há, o que não há
eu viria rápido até você
se você estivesse aqui
se você existisse
do outro lado de mim
sentada na beira do mundo
sozinha nesse cais
a cidade ao fundo
sentindo bater o coração
de todas as pessoas
as pessoas sozinhas
você as vê aqui na frente do mar
como tantas linhas paralelas
como cometas sem natal
como confetes de verão
sempre os mesmos lenços
e as gravatas erradas
pedras polidas pelo rio da vida
crianças com cabelos brancos
sem janelas, como os dedos
o escuro das luvas
e o que há, o que não há
o infinito está acabado dentro de mim
quem sabe se você está me esperando
do outro lado de você
sentada na beira do mundo
sozinha nesse cais
a cidade ao fundo
sentindo bater o coração
de todas as pessoas
e eu sinto sua falta, como você sente a minha
dentro do fôlego e dentro dos quadris
enquanto o sol vai acabar na boca do mundo
mas aonde vão acabar
todas aquelas pessoas sozinhas
as pessoas sozinhas
você as vê aqui na frente do mar
como tantas linhas paralelas
com suas impossíveis histórias de amor
protagonistas sem serem vistos
as pessoas sozinhas
são as luzes das procissões
milhões de velas nas candelabros
com sua necessidade de contar
eu gosto de imaginá-los dançando
ao ritmo de um...na...nananana......

Composição: