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Candombe da Liberdade

Tabaré Cardozo

Candombe de la libertad

Saben mis ancestros que me voy
oyen mi silencio donde estoy
tras de la puerta que se cierra
soplan tierras de opresión
por eso saben mis ancestros que me voy.

Oigo las monedas tintinear
y a los mercaderes celebrar
saqué mis huesos de la hoguera
y a mi suerte de este azar
siete tambores en la noche de altamar.

Va mi voz a cantar la canción de la libertad.

Sangra la madera del tambor
bajo el latigazo del señor
pero me trajo el gramillero
su galera y su bastón
para que siempre me acompañe el milongón.

Saben mis ancestros que me voy
borrarán mis huellas bajo el sol
abriendo el viento del camino
antes que el blanco en su ambición
le ponga precio a mi cabeza y corazón.

Candombe da Liberdade

Sabem meus ancestrais que eu tô indo
ouvem meu silêncio onde estou
atrás da porta que se fecha
sopram terras de opressão
por isso sabem meus ancestrais que eu tô indo.

Ouço as moedas tilintar
e os mercadores festejar
tirei meus ossos da fogueira
e da minha sorte nesse azar
sete tambores na noite de alto-mar.

Vai minha voz cantar a canção da liberdade.

Sangra a madeira do tambor
sob o estalo do senhor
mas o gramileiro me trouxe
sua cartola e seu bastão
pra que sempre me acompanhe o milongão.

Sabem meus ancestrais que eu tô indo
vão apagar minhas marcas sob o sol
abrindo o vento do caminho
antes que o branco em sua ambição
coloque preço na minha cabeça e coração.