Ecos De Un Lamento
Recitado
Cuanto me dicen a veces
Con su silencio las cosas
La piedra, el río
Las rosas y este andar
Con sus reveses
Paga el silencio con creces
El mutismo en que me encierro
Ante reí, era cencerro y
Fui alegre sin camisa
Pero
Me robaron la risa
La tristeza de mi ser
Cantado
Noche... Silencio... Soledad
Grillos cantando felices
Mi guitarra su canto copió
Y en la noche poblada de estrellas
Echa lamento mi voz se escuchó
Silencio se hizo en el monte
Sorprendida paloma voló
Y mi alma vibró cual su vuelo
En alas de esta canción
Ecos, ecos de mi propia voz
Desde el barranco me contestó
Es tan amarga la vida del hombre
Si no la endulza con una canción
Recitado
Soy de Cerro Largo
De valle que sueña
De la tierra esteña
De risas y cantos
De sueños, de llantos
De lanzas, sonrisas
De verbos que tiran
Placidez de campo
Soy de la bravura
De los limpios valles
De naranjos verdes
Con penas y azahares
De noches estaños
Sonrisas y cantos
Traigo mil caminos
Soy de Cerro Largo
Cantado
Y aunque no soy guitarrero
Tampoco soy buen cantor
Pero mirando la noche
Sin guitarra mi voz se inspiró
Canto a las noches esteñas
De ese mi Melo natal
Que envuelto en cerros y ceibos
Y aromas de naranjal
Ecos, ecos
Etc
Noche
Silencio
Soledad
Ecos de um Lamento
Recitado
Quantas vezes me dizem
Com seu silêncio as coisas
A pedra, o rio
As rosas e esse andar
Com seus reveses
O silêncio paga com juros
O mutismo em que me encerro
Diante do riso, era um sino e
Fui feliz sem camisa
Mas
Me roubaram a risada
A tristeza do meu ser
Cantado
Noite... Silêncio... Solidão
Grilos cantando felizes
Minha guitarra copiou seu canto
E na noite cheia de estrelas
Ecoou meu lamento, minha voz se ouviu
Silêncio se fez no monte
Surpresa, a pomba voou
E minha alma vibrou como seu voo
Nas asas desta canção
Ecos, ecos da minha própria voz
Do barranco me respondeu
É tão amarga a vida do homem
Se não a adoça com uma canção
Recitado
Sou de Cerro Largo
Do vale que sonha
Da terra esteira
De risos e cantos
De sonhos, de prantos
De lanças, sorrisos
De verbos que atiram
Plenitude do campo
Sou da bravura
Dos vales limpos
De laranjais verdes
Com dores e flor de laranjeira
De noites de estanho
Sorrisos e cantos
Trago mil caminhos
Sou de Cerro Largo
Cantado
E embora não seja guitarrista
Também não sou bom cantor
Mas olhando para a noite
Sem guitarra, minha voz se inspirou
Canto para as noites esteiras
Da minha Melo natal
Que envolto em cerros e ceibos
E aromas de laranjal
Ecos, ecos
Etc
Noite
Silêncio
Solidão