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Ecos de um Lamento

Tabare Etcheverry

Ecos De Un Lamento

Recitado

Cuanto me dicen a veces
Con su silencio las cosas
La piedra, el río
Las rosas y este andar
Con sus reveses

Paga el silencio con creces
El mutismo en que me encierro
Ante reí, era cencerro y
Fui alegre sin camisa
Pero
Me robaron la risa
La tristeza de mi ser

Cantado

Noche... Silencio... Soledad

Grillos cantando felices
Mi guitarra su canto copió
Y en la noche poblada de estrellas
Echa lamento mi voz se escuchó

Silencio se hizo en el monte
Sorprendida paloma voló
Y mi alma vibró cual su vuelo
En alas de esta canción

Ecos, ecos de mi propia voz
Desde el barranco me contestó
Es tan amarga la vida del hombre
Si no la endulza con una canción

Recitado

Soy de Cerro Largo
De valle que sueña
De la tierra esteña
De risas y cantos
De sueños, de llantos
De lanzas, sonrisas
De verbos que tiran
Placidez de campo

Soy de la bravura
De los limpios valles
De naranjos verdes
Con penas y azahares
De noches estaños
Sonrisas y cantos
Traigo mil caminos
Soy de Cerro Largo

Cantado

Y aunque no soy guitarrero
Tampoco soy buen cantor
Pero mirando la noche
Sin guitarra mi voz se inspiró

Canto a las noches esteñas
De ese mi Melo natal
Que envuelto en cerros y ceibos
Y aromas de naranjal

Ecos, ecos
Etc

Noche
Silencio
Soledad

Ecos de um Lamento

Recitado

Quantas vezes me dizem
Com seu silêncio as coisas
A pedra, o rio
As rosas e esse andar
Com seus reveses

O silêncio paga com juros
O mutismo em que me encerro
Diante do riso, era um sino e
Fui feliz sem camisa
Mas
Me roubaram a risada
A tristeza do meu ser

Cantado

Noite... Silêncio... Solidão

Grilos cantando felizes
Minha guitarra copiou seu canto
E na noite cheia de estrelas
Ecoou meu lamento, minha voz se ouviu

Silêncio se fez no monte
Surpresa, a pomba voou
E minha alma vibrou como seu voo
Nas asas desta canção

Ecos, ecos da minha própria voz
Do barranco me respondeu
É tão amarga a vida do homem
Se não a adoça com uma canção

Recitado

Sou de Cerro Largo
Do vale que sonha
Da terra esteira
De risos e cantos
De sonhos, de prantos
De lanças, sorrisos
De verbos que atiram
Plenitude do campo

Sou da bravura
Dos vales limpos
De laranjais verdes
Com dores e flor de laranjeira
De noites de estanho
Sorrisos e cantos
Trago mil caminhos
Sou de Cerro Largo

Cantado

E embora não seja guitarrista
Também não sou bom cantor
Mas olhando para a noite
Sem guitarra, minha voz se inspirou

Canto para as noites esteiras
Da minha Melo natal
Que envolto em cerros e ceibos
E aromas de laranjal

Ecos, ecos
Etc

Noite
Silêncio
Solidão

Composição: Tabare Etcheverry