"chez François
Quand j'pleure en sourdine,
Que j'ai l'cœur au froid,
J'mets ma pèlerine,
Et j'vais "Chez François"...
Dans cette chaumine
D'la rue Quincampoix,
Qu'a si grise mine,
J'ai mon feu de bois!
Quand ma Colombine
Se moque de moi,
J'pose ma mandoline,
Et j'vais "Chez François"...
Dans cette vitrine,
Les filles de joie,
Ne vous en chagrine,
Sont filles de Roy!
Que fièvre me mine
Ou qu'un mal me broie,
Foin de médecine,
Je vais "Chez François"...
Dans cette officine
De mauvais aloi,
La tendre chopine
Ne soigne que moi!
Que brise marine
Me tente parfois,
Je bouche mes narines,
Et j'vais "Chez François"...
Dans cette berline,
Blotti, à l'étroit,
J'pars pour l'Argentine,
Sur mon palefroi!
Que la Mort combine
Mon dernier tournoi,
Au diable, matines!
J'ira "Chez François"...
Sur cette colline,
Mon caveau à moi
Y a une orpheline
En forme de croix!
Quand j'pleure en sourdine,
Que j'ai l'cœur au froid,
J'mets ma pèlerine,
Et j'vais... "Chez François"!
Na Casa do François
Quando eu choro em silêncio,
Com o coração gelado,
Coloco minha capa,
E vou "Na Casa do François"...
Nesta casinha
Da rua Quincampoix,
Que tem um ar tão cinza,
Eu tenho meu fogo de lenha!
Quando minha Colombina
Zomba de mim,
Eu deixo minha bandolim,
E vou "Na Casa do François"...
Nesta vitrine,
As garotas de programa,
Não se preocupe,
São filhas do Rei!
Se a febre me consome
Ou se uma dor me atormenta,
Que se dane a medicina,
Eu vou "Na Casa do François"...
Neste lugar
De má fama,
A doce caneca
Só cuida de mim!
Se a brisa do mar
Às vezes me tenta,
Eu tampo minhas narinas,
E vou "Na Casa do François"...
Nesta carruagem,
Apertado, encolhido,
Parto para a Argentina,
No meu cavalo!
Se a Morte planeja
Meu último torneio,
Que se dane, matinas!
Eu vou "Na Casa do François"...
Nesta colina,
Meu túmulo aqui
Tem uma órfã
Em forma de cruz!
Quando eu choro em silêncio,
Com o coração gelado,
Coloco minha capa,
E vou... "Na Casa do François"!