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Errol Flynn

Tachan Henri

Errol Flynn

T'as toujours ton carquois et tes flèches,
T'es le plus beau,
Mêm'e si le "scotch", les femmes et la dèche
Ont eu ta peau,
T'as r'sorti ta lame de Tolède
Et t'as fait mouche,
Ecrasé vingt "pin-ups" superbes
Contre ta bouche...

J'en bavais des ronds d'chapeaux,
Au vieux ciné "L'Mexico",
Boul'vard des Capucines,
Et quand j'reprenais l'métro,
J'étais Don Juan, l'Hidalgo,
Errol Flynn!

Spadassin, cow-boy ou militaire,
T'étais le seul
A rendr'e sympa ce fumier d'Custer,
Sans que je gueule,
Et lorsque la reine d'Angleterre,
Dans un d'tes films,
Te fait décapiter sans manières,
Ah ! la déprime...

Je reprenais le métro,
Au diable "Le Mexico",
Adieu, Gentleman Jim,
Et j'pleurais des larm'es de veau,
Gros chagrin et gros sanglots,
Sur Errol Flynn!

J'étais minaud, que la vie est vache,
J'aurais donné
Toutes mes bill'es, pour que ta moustache
Fût sous mon nez,
Pour qu'la pisseuse du marchand de viande,
Qui m'faisait marcher,
Me r'garde comme Olivia d'Haviland
Te regardait...

Tous les deux, sans dire un mot,
On reprenait le métro,
Un'e boule dans la poitrine,
Moi, jaloux et elle, c'est trop,
Rêvant de toi, mon salaud,
Toi, Errol Flynn!

Et, aujourd'hui, que le Temps grimace,
Qu'il fait moins beau,
Je pense à toi, toi, moitié Paillasse,
Moitié Rimbaud,
Et, cette nuit, je t'élève un buste,
Par ma chanson,
Pour tous les beaux rêves de flibuste
D'un p'tit garçon,

Qui attachait ses chevaux,
D'vant l'saloon "Le Mexico"
De la bell'e Capucine,
Lavallière, cheveux corbeau,
Colts blancs et grand chapeau

Comme Errol Flynn!

Errol Flynn

Você ainda tem seu aljava e suas flechas,
Você é o mais bonito,
Mesmo que o "scotch", as mulheres e a pobreza
Tenham te pegado,
Você sacou sua lâmina de Toledo
E acertou em cheio,
Esmagou vinte "pin-ups" lindas
Contra sua boca...

Eu babava como um louco,
No velho cinema "O México",
Boulevard das Capucines,
E quando eu pegava o metrô de volta,
Eu era Don Juan, o Hidalgo,
Errol Flynn!

Espadachim, cowboy ou militar,
Você era o único
Que tornava esse filho da mãe do Custer
Menos insuportável,
E quando a rainha da Inglaterra,
Em um dos seus filmes,
Te decapita sem cerimônia,
Ah! A deprê...

Eu pegava o metrô de novo,
Que se dane "O México",
Adeus, Gentleman Jim,
E eu chorava lágrimas de boi,
Grande tristeza e grandes soluços,
Por Errol Flynn!

Eu era um bobalhão, como a vida é cruel,
Eu teria dado
Todo o meu dinheiro, para que seu bigode
Fosse sob meu nariz,
Para que a moça do açougue,
Que me fazia andar,
Me olhasse como Olivia de Havilland
Te olhava...

Nós dois, sem dizer uma palavra,
Pegávamos o metrô de novo,
Um nó na garganta,
Eu, com ciúmes e ela, é demais,
Sonhando com você, meu safado,
Você, Errol Flynn!

E, hoje, que o Tempo faz cara feia,
Que o dia tá menos bonito,
Eu penso em você, você, metade Palhaço,
Metade Rimbaud,
E, esta noite, eu te faço uma homenagem,
Com minha canção,
Para todos os belos sonhos de pirata
De um garotinho,

Que amarrava seus cavalos,
Na frente do saloon "O México"
Da bela Capucine,
Lavallière, cabelo negro,
Colts brancos e um grande chapéu

Como Errol Flynn!

Composição: