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O Coelho

Tachan Henri

Le Lapin

J'avais quinze ans
Et des couleurs,
La rose aux dents,
Le rouge au coeur,
J'avais quinze ans
Et je courais
À mon premier rendez-vous, ce dernier jour de mai...

J'avais quinze ans
Et quelques fleurs
Serrées dedans
Ma main en sueur,
J'avais quinze ans,
Et je tremblais
À mon premier rendez-vous, ce dernier jour de mai...

J'avais quinze ans
Et, bien à l'heure,
Sur le cadran
Du Quai aux Fleurs,
J'avais quinze ans
Et j'attendais
À mon premier rendez-vous, ce dernier jour de mai...

J'avais quinze ans,
Tombent les heures,
Passent les gens,
Coulent les pleurs,
J'avais quinze ans
Et je mourais
À mon premier rendez-vous, ce dernier jour de mai...

Alors, il est arrivé, mon Lapin
Un Lapin rose et bleu argentin,
Avec aux oreill'es des clochettes,
Au fond des yeux des pâquerettes,
Il a mis dans sa main ma main...

Alors, il est arrivé, mon Lapin,
Il m'a dit: "Elle reviendra demain,
Tu sais, peut-être qu'elle est malade,
Qu'elle a trop mangé d'marmelade,
Qu'elle a pas trouvé son chemin..."

Alors, il m'a emporté, mon Lapin,
Loin du pays du Premier Chagrin,
Loin du pays des Enfants Sages
Qui n'auront plus jamais d'images,
Qui ne comprendront plus jamais rien...

On a tous dans le coeur un Lapin,
Bien caché, bien enfoui dans un coin,
Qui se pointera sans manière
Si t'es un chouïa solitaire,
Qui mettra dans sa main ta main...

On a tous dans le coeur un Lapin,
C'est peut-être un'e musique ou un chien
Qui te sauv'era de la fourrière,
Qui te tirera en arrière,
Qui te f'ra un bout du chemin...

On a tous dans le coeur un Lapin,
C'est peut-être l'étranger, ton voisin?...

O Coelho

Eu tinha quinze anos
E muitas cores,
A rosa nos dentes,
O vermelho no coração,
Eu tinha quinze anos
E corria
Para meu primeiro encontro, naquele último dia de maio...

Eu tinha quinze anos
E algumas flores
Apertadas na
Minha mão suada,
Eu tinha quinze anos,
E tremia
Para meu primeiro encontro, naquele último dia de maio...

Eu tinha quinze anos
E, bem na hora,
No relógio
Do Cais das Flores,
Eu tinha quinze anos
E esperava
Para meu primeiro encontro, naquele último dia de maio...

Eu tinha quinze anos,
As horas caem,
As pessoas passam,
As lágrimas escorrem,
Eu tinha quinze anos
E morria
Para meu primeiro encontro, naquele último dia de maio...

Então, ele chegou, meu Coelho
Um Coelho rosa e azul argentino,
Com sininhos nas orelhas,
No fundo dos olhos, margaridas,
Ele colocou minha mão na dele...

Então, ele chegou, meu Coelho,
Ele me disse: "Ela voltará amanhã,
Você sabe, talvez ela esteja doente,
Que comeu demais de geleia,
Que não encontrou seu caminho..."

Então, ele me levou, meu Coelho,
Longe do país da Primeira Tristeza,
Longe do país das Crianças Boas
Que nunca mais terão imagens,
Que nunca mais entenderão nada...

Todos nós temos no coração um Coelho,
Bem escondido, bem enterrado em um canto,
Que aparecerá sem cerimônia
Se você estiver um pouquinho solitário,
Que colocará sua mão na sua...

Todos nós temos no coração um Coelho,
Pode ser uma música ou um cachorro
Que te salvará do canil,
Que te puxará para trás,
Que fará um pedaço do caminho...

Todos nós temos no coração um Coelho,
Pode ser o estranho, seu vizinho?...

Composição: