Lorsque Je Serai Vieux
Lorsque je serai vieux, au terme du voyage,
Mes yeux regarderont encore le paysage,
Et je serai, bien plus qu'avant, émerveillé,
Car j'aurai de nouveau mes grands yeux d'écolier...
Ah! Que vienne le temps de la pause-vieillesse,
Que je retrouve enfin un peu de ma jeunesse!
Ah! Que vienne le temps où je vais verveiner
De tilleuls en tisons près de la cheminée!
Lorsque je serai vieux, je pardonnerai tout:
L'apathie des moutons et la hargne des loups,
Et je me moquerai de ces chagrins d'amour
Qui me venaient, jadis, tous les sept ou huit jours...
Ah! Que vienne le temps de la pause-vieillesse,
Que des drames d'antan je me désintéresse!
Ah! Que vienne le temps où je vais verveiner
De tilleuls en tisons près de la cheminée!
Lorsque je serai vieux, je fixerai les pierres,
Je humerai le vent et la pluie et la terre,
Et je m'arrêterai pour saluer un arbre,
Le vernis d'une feuille ou les veines du marbre...
Ah! Que vienne le temps de la pause-vieillesse,
Que je contemple enfin ce que les autres laissent!
Ah! Que vienne le temps où je vais verveiner
De tilleuls en tisons près de la cheminée!
Lorsque je serai vieux, ma mie, tu seras vieille,
Et nous n'aurons, tous deux, plus de nez ni d'oreilles
Pour entendre leurs bruits, ni de dents pour nous mordre:
Il sera mort enfin, le temps de nos désordres...
Ah oui! Vienne le temps de la pause-tendresse,
Ma mie, ce joli temps, de la prime vieillesse...
Ah! Que vienne le temps où je vais verveiner,
Où ton cœur contre moi viendra dodeliner!
Ah! Que vienne le temps où je vais verveiner
De tilleuls en tisons près de la cheminée.
Quando Eu Fizer Velho
Quando eu fizer velho, ao fim da jornada,
Meus olhos ainda vão olhar a paisagem,
E eu vou estar, muito mais do que antes, maravilhado,
Pois terei de novo meus grandes olhos de estudante...
Ah! Que venha o tempo da pausa-velhice,
Que eu encontre de novo um pouco da minha juventude!
Ah! Que venha o tempo em que eu vou verveinar
De tílias em brasas perto da lareira!
Quando eu fizer velho, eu vou perdoar tudo:
A apatia das ovelhas e a fúria dos lobos,
E eu vou rir dessas dores de amor
Que me vinham, antigamente, a cada sete ou oito dias...
Ah! Que venha o tempo da pausa-velhice,
Que dos dramas de outrora eu me desinteresse!
Ah! Que venha o tempo em que eu vou verveinar
De tílias em brasas perto da lareira!
Quando eu fizer velho, eu vou fixar as pedras,
Vou sentir o vento e a chuva e a terra,
E eu vou parar para cumprimentar uma árvore,
O brilho de uma folha ou as veias do mármore...
Ah! Que venha o tempo da pausa-velhice,
Que eu contemple finalmente o que os outros deixam!
Ah! Que venha o tempo em que eu vou verveinar
De tílias em brasas perto da lareira!
Quando eu fizer velho, minha querida, você estará velha,
E nós não teremos, os dois, mais nariz nem orelhas
Para ouvir seus barulhos, nem dentes para morder:
Finalmente, terá morrido o tempo dos nossos desordens...
Ah sim! Que venha o tempo da pausa-carinho,
Minha querida, esse lindo tempo da juventude tardia...
Ah! Que venha o tempo em que eu vou verveinar,
Onde seu coração contra mim vai balançar!
Ah! Que venha o tempo em que eu vou verveinar
De tílias em brasas perto da lareira.