U Kori Tame
Dok slušam ovaj zvuk
što beskrajno odzvanja u noæi,
prepuštam telo svoje
I zauvek sklapam oèi,
Išèekujuæi kraj u tami,
Ne sluteæi da kraj je poèeo
Još davno,
Pre nego i seme beše zaèeto.
A roðen sam bez reèi božije
Te zime gospodnje,
Te zime proklete,
Duboko u kori tame
U crno me obukoše,
U tamu me zaviše,
I krvavim mlekom
Moje nejako telo dojiše.
A ja sam verovao
I pastir sam bio slepi
Al' gavran je crni leteo
Nad gnezdom svojim,
Nad domom mojim.
Hladna mu senka
tad pade na mene
i dok kidaše meso moje
anðeli gutaše moju krv
a ja ih sa suzom u oku ne mrzeh zbog toga
duboko u kori tame,
duboko u gnoju svome.
I godine su tekle duge
Veènosti pakla,bol
I teški su okovi vere
Što stoje veæ predugo.
Poèupaj te guste spone
Što blede od sebe same,
Jer jaèi je bol od vere
Duboko u kori tame.
Oprosti što mrzim te,
Smiluj se što pljujem te
Zar kriv sam što volim,
Za svoje što borim se?
Šta postadoh Bože?
U šta pretvorih se?
Osvetli moje dane
I pokidaj koru tame
Molim Te!
Na Casca da Escuridão
Enquanto ouço esse som
que ecoa sem fim na noite,
entrego meu corpo
E fecho os olhos pra sempre,
Esperando o fim na escuridão,
Sem perceber que o fim começou
Há muito tempo,
Antes mesmo de a semente ser plantada.
E nasci sem a palavra divina
Naquela inverno do Senhor,
Naquela maldita inverno,
Profundamente na casca da escuridão.
Me vestiram de preto,
Me envolveram na escuridão,
E com leite sanguinolento
Alimentaram meu corpo frágil.
E eu acreditei
E fui um pastor cego
Mas o corvo negro voava
Sobre seu ninho,
Sobre minha casa.
A sombra fria dele
Caiu sobre mim
E enquanto rasgava minha carne
Os anjos engoliam meu sangue
E eu, com lágrimas nos olhos, não os odiei por isso
Profundamente na casca da escuridão,
Profundamente na minha própria lama.
E os anos passaram longos
Eternidades do inferno, dor
E os pesados grilhões da fé
Que já estão há muito tempo.
Arranque essas correntes grossas
Que murcham de si mesmas,
Pois a dor é mais intensa que a fé
Profundamente na casca da escuridão.
Desculpe por te odiar,
Tem pena de mim por te cuspir
Sou culpado por amar,
Por lutar pelo que é meu?
O que me tornei, Deus?
Em que me transformei?
Ilumina meus dias
E arranca a casca da escuridão
Por favor!