CAVALE (feat. LAAKE)
Je marche dans les dunes aux mains d’une topaze
Et rencontre la brume pour la première fois
Je vois encore la lune redessiner Shiraz
J’entends toujours l'écho du galop de nos pas
Du fond des canicules, nous étions des épaves
Et nos cryptes de toile ne prenaient jamais froid
J’y laisse quelques soupirs, j’emporte nos présages
Mais le reste du monde, je nе l’emporte pas
Que cе soit dans les lagons dorés de Floride
Que ce soit dans les salles où les foules se noient
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
J’avance dans le vide, je cherche ton visage
J’ai besoin de tes îles pour oublier Marseille
Je suis loin du soleil qui fait fondre notre âge
Et des cercles polaires aux villas sans sommeil
À regarder les flots dessinés sur nos pages
Et les tours du Silence graffées sur la poussière
On rêvait de la mer qui rêvait de Carthage
Et le reste du livre, je ne le retiens guère
Que ce soit dans les faubourgs sans air de Manille
Que ce soit dans les salles où les foules se noient
Peu m’importe la fièvre, la cavale est torride
Peu m’importe l’Enfer si je suis avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
Avec toi
On dirait que mon âme a choisi son prodige
Le ciel est immobile et tu ne rentres pas
Aux affres de l’abîme, ma cavale est fragile
Les plafonds me réveillent quand je suis loin de toi
CAVALADA (feat. LAAKE)
Eu caminho nas dunas com uma topázio na mão
E encontro a bruma pela primeira vez
Ainda vejo a lua redesenhando Shiraz
Sempre ouço o eco do galope dos nossos passos
No fundo das canículas, éramos destroços
E nossas criptas de lona nunca sentiam frio
Deixo alguns suspiros, levo nossos presságios
Mas o resto do mundo, não levo comigo
Seja nos lagos dourados da Flórida
Seja nas salas onde as multidões se afogam
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Avanço no vazio, procuro seu rosto
Preciso das suas ilhas pra esquecer Marselha
Estou longe do sol que derrete nossa idade
E dos círculos polares nas vilas sem sono
Olhando as ondas desenhadas nas nossas páginas
E as torres do Silêncio grafitadas na poeira
Sonhávamos com o mar que sonhava com Cartago
E o resto do livro, mal consigo lembrar
Seja nos subúrbios sem ar de Manila
Seja nas salas onde as multidões se afogam
Não me importa a febre, a cavalgada é quente
Não me importa o Inferno se estou com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Com você
Parece que minha alma escolheu seu prodígio
O céu está imóvel e você não volta
Nos tormentos do abismo, minha cavalgada é frágil
Os tetos me despertam quando estou longe de você
Composição: Eleonore Chomant / Raphaël Beau / Robin Ngi