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Minhas Mãos

Tam Tam Go

Mis Manos

Como blancas mariposas
a posar tu frente vienen
y te dan besos de niño
columpiándose en tus sienes

En los montes de tus pechos
son dos cuadrillas ardientes
que trabajan y se esfuerzan
sin alimento y sin sueldo

Mis manos te pueden decir
cosas que calla mi boca
Mis manos, cisnes de marfil,
rielando en tu noche loca

En las playas de tu vientre
son dos muñones anclados
esperando la marea
que los lleve al otro lado

En la estepa de tus muslos
son la legión de cosacos
a caballo galopando
y entrando por todo a saco

Mis manos te pueden decir
vosas que calla mi boca
mis manos, cisnes de marfil,
rielando en tu noche loca

En la selva de tu Venus
son una medusa hiriente
con lenguas de cien venenos
cabellos iridiscentes
descansan por fin al menos
en tus talones cansados
ejerciendo de meandros
en el río de mis sueños

Mis manos te pueden decir
cosas que calla mi boca
Mis manos, cisnes de marfil,
rielando en tu noche loca

Minhas Mãos

Como borboletas brancas
vêm pousar na sua frente
te dando beijos de criança
balançando nas suas têmporas

Nos montes dos seus seios
são duas turmas ardentes
que trabalham e se esforçam
sem comida e sem salário

Minhas mãos podem te dizer
coisas que minha boca cala
Minhas mãos, cisnes de marfim,
brilhando na sua noite louca

Nas praias do seu ventre
são dois troncos ancorados
esperando a maré
que os leve pro outro lado

Na estepe das suas coxas
são a legião de cossacos
a cavalo galopando
e invadindo tudo a saco

Minhas mãos podem te dizer
coisas que minha boca cala
Minhas mãos, cisnes de marfim,
brilhando na sua noite louca

Na selva da sua Vênus
é uma medusa ardente
com línguas de cem venenos
cabelos iridescentes
descansam por fim ao menos
nos seus calcanhares cansados
exercendo de meandros
no rio dos meus sonhos

Minhas mãos podem te dizer
coisas que minha boca cala
Minhas mãos, cisnes de marfim,
brilhando na sua noite louca

Composição: Nacho Campillo