exibições de letras 199
Letra

    Tirando uma rimas do armário
    Armando meu novo cenário, amando meu próprio trabalho
    Com convicção pra rasgar
    Cartas marcadas nesse baralho

    O homem é falho
    Mulheres trazem marcas que doem pra caralho
    Desculpa mãe
    Nem sou de falar palavrão

    Palavras caindo num vão
    E quem chama o nome de Deus em vão
    É porque não sabe
    Que a senhora é muito ocupada

    E eu te prometi, férias na Bahia
    Que é pra compensar os banhos na bacia
    Em tempos de dias tão quentes
    E de noites tão frias

    Mas tudo o que eu tenho é conta na gaveta
    Umas rimas guardadas na ponta da minha caneta
    E aquela vontade de vencer as tretas
    Que começam na minha mente

    Agora eu cresci, finalmente
    Entendi que o tempo não mente
    Passa e arrasta implacavelmente
    Tudo e todos que vê pela frente

    Os carro e as lente, os rolezin diferente
    Os boy sorridente, seu corpo docente
    Seus papos fúteis, sua faculdade e seus pentes
    Não foram feitos pra gente

    E o que que cês querem da gente?
    Tiraram tudo da gente!
    Mas hoje eu ressurjo, leoa
    Savana é olho por olho e é dente por dente

    Se um de nós cair, vai cair um de lá
    Se um dos meus quer subir, ajudo a levantar
    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali?
    Enche meu copo, enche meu copo
    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali?

    Meu preto vem, deita do meu lado
    Fica calado, beija minha nuca
    Eu me arrepio, ele me abraça e eu suspiro
    Deus! Tô ficando maluca

    Ele nem imagina, que eu tô a milhão na pista
    Ideação terrorista
    Puta, quando ele me conta
    Que tomou outro pulão dos policia

    Morte aos racistas!
    Beija minha boca e bebe os venenos que eu passo sozinha
    E me fala: Calma, vai vendo pretinha
    A nossa união é política

    E eu sinto paz no caos de não saber
    Quando entra o próximo cachê
    Mantendo o equilíbrio onde papo de
    Carteira e calcinha já virou clichê

    Quase cinco anos entre xerox e lanche
    E eu ainda contando moeda
    Dando pulão nos balai pra estudar
    E contrariar quem contava com a queda

    Vou construir vitória com vibranium
    Por mim e por todo bom Wakandano
    Erguer do tombo, novo quilombo
    Nosso orgulho nos versos que eu canto

    Se um de nós cair, vai cair um de lá
    Se um dos meus quer subir, ajudo a levantar
    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali?
    Enche meu copo, enche meu copo
    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali?

    Vizinhança ainda é do barulho
    Rolê de respeito por esse bagulho
    Uma Dose de sonho eu trouxe do subúrbio
    Pra minha sobrinha cantar com orgulho

    Lutei, não dormi no barulho
    Cavei, poços no meio do entulho
    Fugi do que tinham pra mim no futuro
    Tracei minhas rotas, quebrando seus muros

    Fugi do que tinham pra mim no futuro
    Tracei minhas rotas, quebrando seus muros
    (Fugi, eu fugi… Eu fugi…)

    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali????
    Enche meu copo, enche meu copo
    E pões nós nos baile (Ó, ó)
    E põe nós nas foto (Ó, ó)
    O que que aqueles boy tão bebendo ali????


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