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Senzala / Favela

Tamuya Thrash Tribe

Senzala / Favela

With hunger you feed me
A new life condemned to live in freedom
The glamour of a broken royalty
An Elite of false abolitionists
Turn slaves into consumers
A new kind of slavery

Facing the social exclusion
Marginalization and underemployment
A mass of social ghosts
Haunting the houses of the indulgent

We are facing the age of our doom
This fucking society supported with our blood
We are waiting for something to born
Born from the hate of those with no hope

Oppression neglect
Controlled by the money instead of the whip
Left outside of this new reality
Exposed to death and misery
Leaving senzala to live in favela
Color splitting our society

Violence and privation
Are the heralds of a new regime
Capoeira, Candomblé, Umbanda
They turned into crime everything we believe

We are facing the age of our doom
This fucking society supported with our blood
We are waiting for something to born
Born from the hate of those with no hope

Filho do deus do raio
Castiga os mentirosos
Xangô é a roupa da vida
O vermelho é a sua cor

Feroz como um leão
Chegou obá xangô
O machado que julga e pune
Também pode ser o protetor

Pedra roda na pedreira
Em cima de quem errou
Justiça quem faz é ele
Porque ele é Xangô

Kawó-Kabiesilé Xangô

Senzala / Favela

Com fome você me alimenta
Uma nova vida condenada a viver em liberdade
O glamour de uma realeza quebrada
Uma elite de falsos abolicionistas
Transformar escravos em consumidores
Um novo tipo de escravidão

Enfrentando a exclusão social
Marginalização e subemprego
Uma massa de fantasmas sociais
Assombrando as casas do indulgente

Estamos enfrentando a idade da nossa desgraça
Esta porra da sociedade apoiada com o nosso sangue
Estamos esperando que algo nasça
Nascido do ódio daqueles sem esperança

Negligência de opressão
Controlado pelo dinheiro em vez do chicote
Deixado de fora dessa nova realidade
Exposto à morte e miséria
Deixando a senzala para morar na favela
Cor dividindo nossa sociedade

Violência e privação
São os arautos de um novo regime
Capoeira, Candomblé, Umbanda
Eles transformaram em crime tudo o que acreditamos

Estamos enfrentando a idade da nossa desgraça
Esta porra da sociedade apoiada com o nosso sangue
Estamos esperando que algo nasça
Nascido do ódio daqueles sem esperança

Filho do deus do raio
Castiga os mentirosos
O Xangô é uma roupa da vida
O vermelho é a sua cor

Feroz como um leão
Chegou obá xangô
O machado que julga e pune
Também pode ser protetor

Pedra roda na pedreira
Em cima de quem errou
Justiça quem faz é ele
Porque ele é Xangô

Kawó-Kabiesilé Xangô

Composição: Marcelo D2, Luciano Vassan, João Paulo Mugrabi, Bruno Rabello