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Diálogo Silencioso

Olga Tañon

Diálogo Mudo

Cuandos nos miremos,
si es que nos miramos,
trátame despacio,
casi con cuidado.

Muéstrame tus ojos,
déjalos que hablen,
deja que me cuenten
todos tus antojos.

Cuéntame con calma
cómo fue tu vida,
si hay alguna herida
que te muerda el alma.

Déjame abrazarte
con palabras suaves,
dame alguna llave
para entrar y amarte.

Quizás empecemos
un diálogo mudo,
tan suave o tan crudo
como lo acordemos.

Quizás empecemos
un diálogo mudo,
quizás lo empecemos,
y seamos uno.

Y cuando empecemos
esta historia nuestra,
en página en blanco,
que nos pertenezca.

Quizás yo me acueste
en tu melancolía
o quizás me quede
semanas o días.

Quizás empecemos
un diálogo mudo,
tan suave o tan crudo
como lo acordemos.

Quizás empecemos
un diálogo mudo,
quizás lo empecemos,
y seamos uno.

Diálogo Silencioso

Quando nos olharmos,
se é que nos olharmos,
me trate devagar,
quase com cuidado.

Mostre-me seus olhos,
deixe que eles falem,
deixe que me contem
todos os seus desejos.

Conte-me com calma
como foi sua vida,
se há alguma ferida
que te morda a alma.

Deixe-me te abraçar
com palavras suaves,
me dê alguma chave
para entrar e te amar.

Talvez comecemos
um diálogo silencioso,
tão suave ou tão duro
quanto combinarmos.

Talvez comecemos
um diálogo silencioso,
talvez o comecemos,
e sejamos um.

E quando começarmos
essa história nossa,
em página em branco,
que nos pertença.

Talvez eu me deite
na sua melancolia
ou talvez eu fique
semanas ou dias.

Talvez comecemos
um diálogo silencioso,
tão suave ou tão duro
quanto combinarmos.

Talvez comecemos
um diálogo silencioso,
talvez o comecemos,
e sejamos um.

Composição: Daniel Freiberg, Walter Arenzon