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No Palco

Tartosgardh

Auf Der Bühne

Ich bin die Romanfigur in meinen eigenen Büchern,
Durchstreife illusionäre Gebilde,
Dimensionen -
Und ich bin meine eigene Dimension.

Auf meiner Bühne steh' ich, führe dieses Schauspiel auf,
Klatsche, weine, lache mit mir, ich Marionette des Willens,
Des Schicksals, stets demütig fatalisiert von der Vergänglichkeit.
Verfasse Oden an mich und Wehklagen, mein eigener Briefpartner bin ich,
Philosophiere über dies und jenes, eh' die Stunde schlägt.
Leide mit der Tragikomödie, die sich vor meinem Anlitz darbietet.

Über Zeilen und Seiten gliedern sich die Kapitel,
Modriges Blatt Papier Hand in Hand mit neuen.
Blätter um, lese weiter, obwohl ich dies selbst inszeniert, mir ausgedacht.
Ich bin die Romanfigur in meinem Wald, den ich mir gepflanzt,
Unter schneebezuckerten Tannen hocke ich im Mondlicht
Und warte auf bessere Tage.

Fiktion als Realität, Dimension als Spiegel des Ichs,
Eine Idee mannigfach zu multiplen Anschauungen gesponnen,
Bin ein altes Mütterchen, sitz' in meinem Turm,
Den schon lang niemand betreten hat
Und spinne vor mich hin,
Ich Spinne, deren Netz der Wind schüttelt.

Nächster Akt, nächste Szene, ich erscheine, führe Selbstgespräche,
Monologisiere mit dem Gesicht im Spiegel,
Blinzle in die Weite des Theaters, höre mein Echo, "ist da jemand?"
"Jemand, jemand", Blick in die Sitze, dort kauer' ich,
Viele Abbilder meiner Seele, lachen mir zu,
Amüsieren sich köstlich, brechen sodann in Tränen aus.

Die Feder taucht in Tinte, kritzelnd Buchstaben,
Ich Romanfigur, ich Schriftsteller,
Ich Regisseur, ich inszeniere mich und verwirkliche mich - für mich selbst.

Im Leben zählen nur die unvergänglichen Momente.

Vorhang.

No Palco

Eu sou a personagem de um romance nos meus próprios livros,
Perambulo por construções ilusórias,
Dimensões -
E eu sou minha própria dimensão.

No meu palco eu estou, apresentando este espetáculo,
Aplauda, chore, ria comigo, eu sou a marionete da vontade,
Do destino, sempre humildemente fatalizado pela transitoriedade.
Escrevo odas a mim e lamentos, sou meu próprio correspondente,
Filosofo sobre isso e aquilo, antes que a hora chegue.
Sofro com a tragicomédia que se apresenta diante de mim.

Sobre linhas e páginas se organizam os capítulos,
Papel mofado de mãos dadas com o novo.
Viro as folhas, leio mais, mesmo que eu tenha encenado isso, pensado.
Eu sou a personagem do romance na minha floresta, que eu plantei,
Debruçado sob os pinheiros cobertos de neve, eu me escondo à luz da lua
E espero por dias melhores.

Ficção como realidade, dimensão como espelho do eu,
Uma ideia tecida em múltiplas visões,
Sou uma velha senhora, sentada na minha torre,
Que há muito ninguém entrou
E eu vou tecendo meus pensamentos,
Eu, a aranha, cujo fio o vento agita.

Próximo ato, próxima cena, eu apareço, faço monólogos,
Dialogo com o rosto no espelho,
Pisca para a imensidão do teatro, ouço meu eco, "tem alguém aí?"
"Alguém, alguém", olho para as cadeiras, lá estou eu,
Muitas imagens da minha alma, rindo para mim,
Divertindo-se imensamente, depois desabando em lágrimas.

A pena mergulha na tinta, rabiscando letras,
Eu, personagem de romance, eu, escritor,
Eu, diretor, eu me enceno e me realizo - para mim mesmo.

Na vida, só os momentos eternos contam.

Cortina.