Buone notizie!
Da che parte arriveranno buone notizie?
Quale vento ci prenderà per la coda?
In quale anno arriverà il futuro?
Fino a quando avremo il raccolto?
Da che parte arriveranno nuove rime?
Da Macomer, Tonara, Ozieri o Villanova?
Chi racconterà di cerve color miele
Che corrono sopra verdi tovaglie?
Chi scriverà di anguille colorate
Che saltano sopra ruscelli d'argento?
Chi urlerà contro la giustizia
Perché non faccia figli e figliastri?
Chi farà moderare la tirannia, la tirannia
In questo cielo di aquile e pipistrelli?
Da lontano arriveranno
Buone notizie
Da lontano arriveranno
Buone notizie
Chi, con il cuore danzante e curioso
Porterà in giro, finalmente, buone notizie?
Chi, con mani leggere e sincere
Farà nascere rime nuove?
Chi dirà "Guerra all'egoismo
E guerra agli oppressori" ?
Chi dirà "A terra il dispotismo
E a terra il malaffare"?
Da che parte arriveranno buone notizie?
Quale vento ci prenderà per la coda?
In quale anno arriverà il futuro?
Fino a quando avremo il raccolto?
Da che parte arriveranno nuove rime?
Da Macomer, Tonara, Ozieri o Villanova?
Anche priva di sensi, che si dissolve come cenere
Fresca, tiepida, dura come una roccia
A tutti fa bene una poesia
Maledetta e vera, a tradimento
Oppure molto calda, sorso dopo sorso
Per ognuno c'è una bella e semplice poesia
Buone notizie!
Boas notícias!
De que lado virão boas notícias?
Qual vento nos pegará pela cauda?
Em que ano chegará o futuro?
Até quando teremos a colheita?
De que lado virão novas rimas?
De Macomer, Tonara, Ozieri ou Villanova?
Quem contará sobre cervejas cor de mel
Que correm sobre toalhas verdes?
Quem escreverá sobre enguias coloridas
Que pulam sobre riachos de prata?
Quem gritará contra a justiça
Para que não faça filhos e enteados?
Quem fará moderar a tirania, a tirania
Neste céu de águias e morcegos?
De longe chegarão
Boas notícias
De longe chegarão
Boas notícias
Quem, com o coração dançante e curioso
Trará consigo, finalmente, boas notícias?
Quem, com mãos leves e sinceras
Fará nascer novas rimas?
Quem dirá "Guerra ao egoísmo
E guerra aos opressores"?
Quem dirá "Abaixo o despotismo
E abaixo a corrupção"?
De que lado virão boas notícias?
Qual vento nos pegará pela cauda?
Em que ano chegará o futuro?
Até quando teremos a colheita?
De que lado virão novas rimas?
De Macomer, Tonara, Ozieri ou Villanova?
Mesmo sem sentido, que se dissolve como cinzas
Fresca, morna, dura como uma rocha
A todos faz bem uma poesia
Maldita e verdadeira, traiçoeira
Ou muito quente, gole após gole
Para cada um há uma bela e simples poesia
Boas notícias!