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Vivacha! (tango Com Flor...)

Teddy Peiró

Vivacha! (tango Con Flor...)

En el truco de la vida
Me dijiste, "¡falta envido!"
Tenía treinta y dos de mano,
Vos tenías treinta y tres...
Te fuiste con los porotos
Y con la verdulería,
Con el coche que tenía
Y me dejaste de a pie.
Esta vez cambio de juego
Porque quiero desahogarme.
Por eso voy a cantarte
"las cuarenta" de una vez.
Y te las canto con bronca,
Este es un tute cabrero
Y te diré sin rodeos
Lo que vos te merecés.

Mentías... decías que me querías,
Mentiras, todas mentiras
Si vos no sabés querer...
Atado, me llevabas de la mano
Y yo todo embalurdado
Con mi vento te banqué.
Hoy veo... hoy veo que estaba ciego
Y no tengo ni el consuelo
De poderte amasijar.
Cuidate, que si un día tu destino
Te cruza por mi camino,
Entonces vas a cobrar.

Entrabas a los salones
De mi brazo, esplendorosa,
Con garfios entre los dedos
Que brillaban como un sol
Un "chanel número cinco"
Que se olía desde afuera
Y un traje de lentejuelas
Auténtico "cristian dior".
Yo me iba a la bancarrota,
A la pileta, a los caños
Y un día, para empeñarlo,
Un garbanzo te pedí.
Dijiste: "¡vos estás loco!"
Me trataste de zapallo
Y en menos que canta un gallo
Te piantaste del bulín.

Seguro... me trabajabas de apuro
Y yo como un... "paparulo"
Me enterraba más y más...
Vivacha... me la diste con un hacha,
Te saqué de una covacha
Y así es como me pagás.
Un día... vas a quedar en la vía,
Amurada, refundida
Y junando la vejez...
Entonces... despilchada y sin anillos
Volverás al conventillo
Aquel donde te encontré...
Y el eco... de mi voz en tus oídos
Te gritará "¡falta envido,
De mano y con treinta y tres!

Vivacha! (tango Com Flor...)

No truque da vida
Você me disse: "falta envido!"
Eu tinha trinta e dois na mão,
Você tinha trinta e três...
Você foi com os feijões
E com a verdureira,
Com o carro que eu tinha
E me deixou a pé.
Dessa vez eu mudo o jogo
Porque quero desabafar.
Por isso vou te cantar
"as quarenta" de uma vez.
E canto com raiva,
Esse é um tute cabreiro
E vou te dizer sem rodeios
O que você merece.

Você mentia... dizia que me amava,
Mentiras, todas mentiras
Se você não sabe amar...
Amarrado, você me levava pela mão
E eu todo atrapalhado
Com meu vento te aguentei.
Hoje vejo... hoje vejo que estava cego
E não tenho nem o consolo
De poder te esganar.
Cuidado, que se um dia seu destino
Cruzar com meu caminho,
Então você vai pagar.

Você entrava nos salões
Do meu braço, esplendorosa,
Com ganchos entre os dedos
Que brilhavam como um sol
Um "chanel número cinco"
Que se sentia de longe
E um traje de lantejoulas
Autêntico "cristian dior".
Eu ia à falência,
Para a piscina, para os canos
E um dia, para empenhar,
Um grão-de-bico te pedi.
Você disse: "Você está louco!"
Me chamou de abóbora
E em menos de um canto de galo
Você sumiu do barraco.

Com certeza... você me enrolava rápido
E eu como um... "paparulo"
Me enterrava mais e mais...
Vivacha... você me deu com um machado,
Te tirei de uma covacha
E assim é como você me paga.
Um dia... você vai ficar na rua,
Amurada, refundida
E juntando a velhice...
Então... despenteada e sem anéis
Você voltará para o cortiço
Aquele onde te encontrei...
E o eco... da minha voz nos seus ouvidos
Vai gritar "falta envido,
De mão e com trinta e três!"

Composição: