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Nas Pântanos de Veneza

Teresa Salgueiro

Nell Paludi Di Venezia

Alle paludi di Venezia poi Francesco arrivò
E in compagnia di un altro frate
Le attraversò...
Fu tornando dall'Oriente
Che in quel luogo si fermò,
Venne la sera e tempo fu di pregare.
Stormi di uccelli neri
Sui rami stavano
Ad alta voce cantando...
Pareva che quel fragore
Fosse a lode
Del loro Creatore.
Così Francesco in quelle paludi
Con gli uccelli volle pregare
Ed in mezzo a quella folla
Si incamminò...
Svaniva tra quelle grida
L 'eco dei suoi passi,
La voce della sua preghiera...
"Vi prego di volere tacere"
Ed il silenzio sulle paludi calò.
E nessuno più cantò
Sinchè Francesco smise di pregare
E se ne andò...

Nas Pântanos de Veneza

Nos pântanos de Veneza, então Francisco chegou
E na companhia de outro frade
Ele atravessou...
Foi voltando do Oriente
Que naquele lugar parou,
Veio a noite e era hora de rezar.
Bandos de pássaros negros
Nos galhos estavam
Cantando em alta voz...
Parecia que aquele barulho
Era um louvor
Ao seu Criador.
Assim, Francisco, nesses pântanos
Com os pássaros quis rezar
E no meio daquela multidão
Ele caminhou...
Desvanecia entre aqueles gritos
O eco de seus passos,
A voz da sua oração...
"Eu peço que queiram calar"
E o silêncio sobre os pântanos desceu.
E ninguém mais cantou
Até que Francisco parou de rezar
E se foi...

Composição: Angelo Branduardi, Teresa Salgueiro C