A Vég Útján
Jelek rajzolódnak a sûrû ködben elém
Bátran lépek, úgy érzem, van még remény.
A vének mit felém súgnak, egy mélyebb valóság,
Képzelem, vagy igaz? Az mindegy már...
A hegyek ormát látom,
Csupasz ágak vágnak az égbe a fákon
Varjak serege feketedik körben
A magány romjai hevernek egy gödörben
Levetik magukról a rothadó húst,
Érzem a mélység, magába húz.
Nem látom, csak hallom, feltámad a vihar
Nem kell sok és betemet a nedves avar.
Levegõm egyre fogy, elhagy az erõ
Nem tudok mit tenni, készül a rideg temetõ
Azzá vágyok válni, mi húsba marón fájhat,
A kegyetlen valóság csupasz fája,
Kitaszítva oda, hol senki se járhat,
Még magad se tudod, ki lehetsz�
Önmagad vagy az árnyad?
A testem kitaszít, és semmivé válik.
A lelkem, létem tükrét tárja elém,
Hogy lássam felfoghatatlan vágyam,
Mely oly fájón hasít belém.
Rám tekint a fagyos hold, a fény haldokol.
Varjak károgása jelzi a gyászt,
Most levetem magamról hazug leplem,
És a testem elenged.
Lelkem nemsoká a varjakkal repül
A fekete tömegbe vegyül
Nem tudom mi vár reám, meddig érek el
Sártól mocskos testem az avarral porlad el.
S az út, min oly bátran jártam, a vég útja volt,
Sötét ösvény, melyet megjár minden holt.
Jöjj velem s elmarad minden mit félsz,
Jöjj velem s megérint a legsötétebb éj
No Caminho do Fim
Sinais se desenham na névoa densa à minha frente
Caminho firme, sinto que ainda há esperança.
Os velhos sussurram pra mim, uma realidade mais profunda,
Imagino, ou é verdade? Tanto faz agora...
Vejo o topo das montanhas,
Ramos nus cortam o céu nas árvores
Um bando de corvos se aglomera ao redor
Os destroços da solidão estão jogados em um buraco
Despojam-se da carne podre,
Sinto a profundidade, me puxando pra dentro.
Não vejo, só ouço, a tempestade se levanta
Não demora e me enterra na folhagem úmida.
Meu ar está se esgotando, a força me abandona
Não sei o que fazer, o frio cemitério se aproxima.
Quero me tornar aquilo que pode doer na carne,
A cruel realidade da árvore nua,
Exilado pra onde ninguém pode pisar,
Nem você mesmo sabe quem pode ser...
Você é você ou sua sombra?
Meu corpo me expulsa, e se torna nada.
Minha alma, o espelho da minha existência, se revela,
Pra que eu veja meu desejo incompreensível,
Que fere tão dolorosamente dentro de mim.
A lua fria me observa, a luz está morrendo.
O crocitar dos corvos sinaliza o luto,
Agora me despojo da minha falsa pele,
E deixo meu corpo ir.
Minha alma em breve voará com os corvos
Misturando-se à massa negra
Não sei o que me espera, até onde chegarei
Meu corpo sujo de lama se desfaz na folhagem.
E o caminho, que eu andei tão bravamente, era o caminho do fim,
Um caminho sombrio, que todos os mortos percorrem.
Venha comigo e tudo que você teme ficará pra trás,
Venha comigo e você será tocado pela noite mais escura.