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Sonâmbulo à Beira dos Sonhos

The Allseeing I

Sleeper at the Edge of Dreams

lo, I emerge from a shadowy void
I, eldest of things
I, the canvas on which reality is painted
have awoken from my timeless sleep

amorphous. absolute is the absence of shape, mass and dimension
soared dormant in solitude, at the edge of dreams
now awake as a massive whirl of chaos and dark abstractions
sensing the universe and it's grieving lamentations

lo, I alter into the frost between the stars
I, surpassor of all
I, the almighty equilibrium
omnipotent... doom crafter... awakened! enraged! unleashed

obscure at first, from just distant fiery shimmerings
then revealed, to enormous vast waves of energy
my wrath takes form as an all embracing cosmic flaming ocean
that rends the very fabric of reality

lo, the afterglow subsides, and lo
I, the cold breath of burial
I, the warm light of countless suns
unfolds a new time, a new dawn of existence

fading away... vanishing into the infinite ocean of the universe
back to silence, eternal darkness and obscurity
back to my dormitory, my shadowy void
to once again sleep at the edge of dreams

Sonâmbulo à Beira dos Sonhos

Eis que eu emergi de um vazio sombrio
Eu, o mais velho de todas as coisas
Eu, a tela na qual a realidade é pintada
acordei do meu sono atemporal

amórfico. absoluto é a ausência de forma, massa e dimensão
pairando dormente na solidão, à beira dos sonhos
agora acordado como um turbilhão massivo de caos e abstrações escuras
sentindo o universo e suas lamentações de dor

Eis que eu me transformo no gelo entre as estrelas
Eu, o que supera tudo
Eu, o equilíbrio todo-poderoso
onipotente... criador do destino... acordado! enfurecido! solto

obscuro a princípio, apenas de distantes cintilações flamejantes
então revelado, para enormes ondas de energia
minha ira toma forma como um oceano cósmico flamejante que abraça tudo
que rasga o próprio tecido da realidade

Eis que o brilho residual diminui, e eis
Eu, o frio sopro do sepultamento
Eu, a luz quente de incontáveis sóis
desdobro um novo tempo, uma nova aurora de existência

desvanecendo... desaparecendo no oceano infinito do universo
de volta ao silêncio, à escuridão eterna e à obscuridade
de volta ao meu dormitório, meu vazio sombrio
para mais uma vez dormir à beira dos sonhos

Composição: