Filosofia

Bornes

A meteorologia me enganou
Dizendo que amanhã fará calor
É porque não me viu
Aqui dentro seguirá fazendo frio

A psicologia me abateu
Não me tirou a dor que prometeu
E ainda me cobrou
Me abriu, fingiu ouvir
E se calou

E o que era perfeito foi desfeito
E ganhou um prefixo imperfeito
A paixão destilou, desalinhou
Me abandonou o peito

A filosofia me enrolou
Tentou me convencer que não há dor
É porque não sentiu
E nem me viu sentado ao meio fio

Fui me consultar na astrologia
Que só me deixou no mundo da lua
Fui me acolher na língua portuguesa
E tentar resgatar a paz na poesia
Na poesia
Pois sem poesia
Era o fim

A geografia me perdeu
Tentei traçar um rumo não só meu
Mas como caminhar
Sem mapa no deserto desse lar

Na química eu só me atrapalhei
Era tanta regra que eu não decorei
Como então reagir
Elementos confinados sem sorrir

A física me desestruturou
Fez notar o quão veloz tudo mudou
O passado aqui jaz
E o futuro é algo a se deixar pra trás

Fui me consultar na astrologia
Que só me deixou no mundo da lua
Fui me acolher na língua portuguesa
E tentar resgatar a paz na poesia
Na poesia
Pois sem poesia
Eu morreria
Assim

Composição: Marnon Viana / Francisco Lovato. Essa informação está errada? Nos avise.

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