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Animais de Presa

The Hidden Cameras

Animals Of Prey

We go down like moles
Claws dig an endless hole
We descend on fours,
Our snouts lead us on

We fall down without notes
And so we build a barren moat
Work through the night, our eyes opaque
Our fingers cold, kisses in rain

We fall down in pairs,
Moles locked in a blind stare
Your pearly mouth, it cracks a smile
Without a sound, the blind lead blind

We the animals of prey have become cannibals untamed
Under the stars the moles go far into the earth like a sinking stone

We ascend as swans
Glide through blue waters calm
Exhausted head, it falls asleep
Under a rock, after the dig

We wake up as swans
Songs sung for no one
Left in the night, the moles asleep
Forgotten prey, dead rodent stink

We get up as swans
Big bird in a small pond
Our eyes are smiles, our fingers cold
Our lips are frowns, our toes have mold

We the animals of prey have become cannibals untamed
Dug in the night, we use our spit and make a moat where we play dead

We the animals of prey have become cannibals untamed
Dug in the night, we use our spit and make a moat where we play dead
(We play dead...)

Animais de Presa

Nós descemos como toupeiras
Garras cavam um buraco sem fim
Descemos de quatro,
Nossos focinhos nos guiam

Caímos sem aviso
E assim construímos um fosso árido
Trabalhamos a noite, nossos olhos opacos
Nossos dedos frios, beijos na chuva

Caímos em pares,
Toupeiras trancadas em um olhar cego
Sua boca pérola, abre um sorriso
Sem um som, os cegos guiam os cegos

Nós, os animais de presa, nos tornamos canibais indomáveis
Sob as estrelas, as toupeiras vão fundo na terra como uma pedra afundando

Nós ascendemos como cisnes
Deslizamos por águas azuis calmas
Cabeça exausta, adormece
Debaixo de uma pedra, após a escavação

Acordamos como cisnes
Canções cantadas para ninguém
Deixados na noite, as toupeiras dormindo
Presas esquecidas, cheiro de roedor morto

Nos levantamos como cisnes
Grande pássaro em um pequeno lago
Nossos olhos são sorrisos, nossos dedos frios
Nossos lábios são caretas, nossos dedos têm mofo

Nós, os animais de presa, nos tornamos canibais indomáveis
Cavados na noite, usamos nossa saliva e fazemos um fosso onde fazemos de conta que estamos mortos

Nós, os animais de presa, nos tornamos canibais indomáveis
Cavados na noite, usamos nossa saliva e fazemos um fosso onde fazemos de conta que estamos mortos
(Nós fazemos de conta que estamos mortos...)

Composição: Joel Gibb