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Cinzas da Pátria

The Holitter

Ashes of the Homeland

The autumn Sun on fields of gold
A promise whispered, brave and old
But iron clouds now stain the sky
A distant thunder, a piercing cry
The call to arms, the final breath
They march away to meet their death

The bells that rang for harvest time
Now toll for those who crossed the line
Empty chairs at every door
Waiting for the ones at war

Ashes of the homeland, scattered wide
Cities crumble, no place to hide
Rivers run red with forgotten dreams
War's cruel hand tears at the seams
Rise from the dust, oh weary soul
In the ruins, we seek control!

The horizon bleeds a fiery red
Rumours fly of countless dead
Not here, not yet, but getting close
This peaceful land, a haunted host
The crows descend on blackened fields
The brutal truth the battle yields

The granaries lie open, torn
The mills will grind no further corn
Our sons became the swords they wield
We became the battlefield

Ashes of the homeland, scattered wide
Cities crumble, no place to hide
Rivers run red with forgotten dreams
War's cruel hand tears at the seams
Rise from the dust, oh weary soul
In the ruins, we seek control!

When will they return to us?
When will silence break the curse?
Every dawn without their voice
Reminds us war was not our choice

Stone by stone we'll build again!
Seed by seed we'll grow through pain!
Though the banners burn tonight
We'll survive to see the light!

Fields of gold now turn to gray
Smoke obscures the light of day
Broken walls where children played
Silent streets where prayers are prayed

Echoes rise from broken stone
Songs of sorrow, sung alone
When the warriors ride away
Hope is buried in the clay

Ashes of the homeland, forever burned
Lessons of loss that we have learned
From village ashes, new fires ignite
In the heart of darkness, we claim the light!
Rise from the dust, oh weary soul
In the ruins
We are whole!

The fields remember every name
The stones recall who never came
But dawn will break on new-born land
Built by each surviving hand

The fields are gone
The fire's cold
And we just
Grow
Old

Cinzas da Pátria

O sol de outono em campos dourados
Uma promessa sussurrada, corajosa e antiga
Mas agora nuvens de ferro mancham o céu
Um trovão distante, um grito penetrante
O chamado às armas, o último suspiro
Eles marcham para longe ao encontro da morte

Os sinos que tocavam para anunciar a época da colheita
Agora, cobre o preço daqueles que cruzaram a linha
Cadeiras vazias em todas as portas
Aguardando os que estão em guerra

Cinzas da pátria, espalhadas por toda parte
As cidades desmoronam, não há para onde fugir
Rios correm vermelhos com sonhos esquecidos
A mão cruel da guerra dilacera as costuras
Levanta-te do pó, ó alma cansada
Nas ruínas, buscamos o controle!

O horizonte sangra um vermelho flamejante
Correm rumores de inúmeros mortos
Ainda não chegamos aqui, mas estamos quase lá
Esta terra pacífica, um anfitrião assombrado
Os corvos descem sobre os campos enegrecidos
A verdade brutal que a batalha revela

Os celeiros estão abertos, destruídos
Os moinhos não moerão mais milho
Nossos filhos se tornaram as espadas que empunham
Nós nos tornamos o campo de batalha

Cinzas da pátria, espalhadas por toda parte
As cidades desmoronam, não há para onde fugir
Rios correm vermelhos com sonhos esquecidos
A mão cruel da guerra dilacera as costuras
Levanta-te do pó, ó alma cansada
Nas ruínas, buscamos o controle!

Quando eles voltarão para nós?
Quando o silêncio quebrará a maldição?
Cada amanhecer sem a voz deles
Nos lembra que a guerra não foi uma escolha nossa

Pedra por pedra, construiremos novamente!
Semente por semente, cresceremos através da dor!
Embora as bandeiras queimem esta noite
Sobreviveremos para ver a luz!

Os campos dourados agora se tornam cinzentos
A fumaça obscurece a luz do dia
Paredes quebradas onde crianças brincavam
Ruas silenciosas onde se fazem orações

Ecos emergem de pedras quebradas
Canções de tristeza, cantadas sozinhas
Quando os guerreiros partirem a cavalo
A esperança está enterrada na argila

Cinzas da pátria, queimadas para sempre
Lições de perda que aprendemos
Das cinzas da aldeia, novos incêndios se acendem
No coração das trevas, reivindicamos a luz!
Levanta-te do pó, ó alma cansada
Nas ruínas
Estamos completos!

Os campos se lembram de cada nome
As pedras lembram aqueles que nunca vieram
Mas o amanhecer surgirá em terras recém-nascidas
Construído por cada mão sobrevivente

Os campos desapareceram
O fogo está frio
E nós simplesmente
Crescer
Velho

Composição: Biffe de Holitter