San Martín
Llega otra vez a casa borracho y gritando
Sube y me cruza la cara y los niños mirando
El cerdo me humilla, me grita y me golpea
Siempre que llega me tiemblan las piernas
Y, a los niños asustados, se los dejo a la abuela
Quiero que se acabe toda esta tortura
Pero, no sé qué hacer ni a quien pedir ayuda
No voy a contar nada como me dijo el cura
¡No sé qué va a ser de mí!
Llega otra vez a casa borracho y gritando
Sube y me cruza la cara y los niños mirando
El cerdo me ha roto más de tres costillas
Y me dice siempre que la culpa es mía
Por ser una cotilla y yo estoy deseando
Que llegue su San Martín
Dice que es por mi bien pero siempre me duele
Cuando me apaliza me dice que me quiere
¡Niños al desván, parece que ya viene!
¡No sé qué va a ser de mí!
Terminaré muerta hoy o mañana
Pienso seriamente en tirarme por la ventana
El hace conmigo lo que le da la gana
¡No sé qué va a ser de mí!
São Martinho
Chega mais uma vez em casa bêbado e gritando
Sobe e me dá um tapa na cara com as crianças olhando
O porco me humilha, me grita e me bate
Sempre que chega, minhas pernas tremem
E, para as crianças assustadas, deixo com a avó
Quero que acabe toda essa tortura
Mas não sei o que fazer nem a quem pedir ajuda
Não vou contar nada como me disse o padre
Não sei o que vai ser de mim!
Chega mais uma vez em casa bêbado e gritando
Sobe e me dá um tapa na cara com as crianças olhando
O porco já quebrou mais de três costelas minhas
E sempre me diz que a culpa é minha
Por ser uma intrometida e eu estou desejando
Que chegue o São Martinho dele
Diz que é para o meu bem, mas sempre dói
Quando me espanca, me diz que me ama
Crianças para o sótão, parece que ele já vem!
Não sei o que vai ser de mim!
Vou acabar morta hoje ou amanhã
Penso seriamente em me jogar pela janela
Ele faz comigo o que quer
Não sei o que vai ser de mim!
Composição: Endika Negrito