The First Tremor
Before the weight of matter conjoined
A thought stirred in the void's numb womb
No word, no flame, no chime of Old Dawn
Only the itch where the Absolute tuned
Was it love or a wound that first spun the chord?
A dreamer's gasp or a scream undone?
The universe hums, but gnaws at its core
Why did the silence rupture? What have I begun?
A paradox nursed in the furnace of naught
No ash yet to name it, no pyre to blame
Did it root as a seed or a tumorous rot?
A God's first mistake or the mire whence gods came?
Was it love or a wound that first spun the chord?
A dreamer's gasp or a scream undone?
The universe hums, but gnaws at its core
Why did the silence rupture? What have I begun?
The Architects kneel, their blueprints dissolved
No halo, no hell, just the spark unblest
A birth without mother, a breathless resolve
The thought eats its tail in dark's hollowed caress
To fracture the sky is to whisper I am
A flaw in the code, a tear in the veil
The first thought still bleeds where the galaxies cram
The engine is rust, but the spark won't grow pale
O Primeiro Tremor
Antes que o peso da matéria se unisse
Um pensamento surgiu no ventre insensível do vazio
Nenhuma palavra, nenhuma chama, nenhum toque da Aurora Antiga
Apenas a coceira onde o Absoluto estava sintonizado
Foi o amor ou uma ferida que primeiro acendeu a chama?
Um suspiro de sonhador ou um grito desfeito?
O universo vibra, mas corrói seu âmago
Por que o silêncio se rompeu? O que eu comecei?
Um paradoxo nutrido na fornalha do nada
Ainda não há cinzas para nomear, nem pira para culpar
Criou raízes como semente ou como podridão tumoral?
O primeiro erro de um Deus ou o pântano de onde vieram os deuses?
Foi o amor ou uma ferida que primeiro acendeu a chama?
Um suspiro de sonhador ou um grito desfeito?
O universo vibra, mas corrói seu âmago
Por que o silêncio se rompeu? O que eu comecei?
Os arquitetos se ajoelham, suas plantas dissolvidas
Sem halo, sem inferno, apenas a faísca não abençoada
Um nascimento sem mãe, uma resolução sem fôlego
O pensamento devora a própria cauda no carinho oco da escuridão
Fraturar o céu é sussurrar: Eu sou
Uma falha no código, um rasgo no véu
O primeiro pensamento ainda sangra onde as galáxias se aglomeram
O motor está enferrujado, mas a faísca não se apaga
Composição: Mihaly Szabo, Agnes Thot