Wild Sage
I leave the house as soon as it gets light outside
like a prisoner breaking out of jail.
and I steal down to business 15-501
like I had a bounty hunter on my tail.
and somebody stops to pick me up,
but he drops me off just down the block.
and along the highway where the empty sprits breathed,
wild sage growing in the weeds.
walked down the soft shoulder and I count my steps.
heading vaguely eastward, sun in my eyes.
and I lose my footing and I skin my hands, breaking my fall.
and I laugh to myself and look up at the skies
and then I think I hear angels in my ears
like marbles being thrown against a mirror.
and along the highway, where unlucky stray dogs bleed,
wild sage growing in the weeds.
and some days I don't miss my family.
and some days I do.
and some days I think I'd feel better if I tried harder.
most days I know it's not true.
I lay down right where I fell, cold grass in my face.
and I hear the traffic like the rhythm of the tides.
and I stare at the scrape on the heel of my hand,
'til it doesn't sting so much,
and until the blood's dried.
and when somebodyone asks if I'm ok, I don't know what to say.
and along the highway, from cast-off, innumerable seeds,
wild sage growing in the weeds.
Sálvia Selvagem
Saio de casa assim que clareia lá fora
como um prisioneiro fugindo da cadeia.
e vou em direção ao trabalho na 15-501
como se tivesse um caçador de recompensas me seguindo.
e alguém para pra me pegar,
mas me deixa logo na esquina.
e ao longo da estrada onde os espíritos vazios respiram,
sálvia selvagem crescendo nas ervas daninhas.
Caminhei pela beira macia e conto meus passos.
indo vagamente para o leste, sol nos meus olhos.
e eu perco o equilíbrio e machuco minhas mãos, caindo.
e eu rio pra mim mesmo e olho pro céu
e então acho que ouço anjos nos meus ouvidos
como bolinhas sendo jogadas contra um espelho.
e ao longo da estrada, onde cães perdidos sangram,
sálvia selvagem crescendo nas ervas daninhas.
E tem dias que não sinto falta da minha família.
e tem dias que sinto.
e tem dias que acho que me sentiria melhor se tentasse mais.
a maioria dos dias eu sei que não é verdade.
Me deito bem onde caí, grama fria no meu rosto.
e ouço o tráfego como o ritmo das marés.
e eu encaro o arranhão no calcanhar da minha mão,
fins que não arda tanto,
e até o sangue secar.
e quando alguém pergunta se estou bem, não sei o que dizer.
e ao longo da estrada, de sementes descartadas e incontáveis,
sálvia selvagem crescendo nas ervas daninhas.