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Sóbrios e Sem Deus

The Rumjacks

Sober Godless

I'd sing for you a song if I could carry a tune
Or even put two words together for a start
But I'm all at odds y'see, half the bloke I used to be
A tin man without his famous heart.

I once sported language that could strip the walls o' paint
And draw colour to the cheeks o' toughened crooks
I'd argue with the scholars 'til their words caught in their collars
And they scurried home to burn their precious books

Until I ran into a shadow & chased her down the alley
Where she had her way with me against a wall
Laid me with a curse that left me sober & godless
Saved my life and took away my soul.

I'd bend a ball around defenders, outrun the money lenders
And played pool like I were fightin bloody war
And if they fancied me at darts a trail o' broken hearts
Coulda led to me through any boozer door

One hand would carry tiles, lay concrete pipe for miles
While the other one was back fillin the trench
I could dead-lift a barrel, flog the arse aff 'bump
Er farrell'
All before this evil stole away my strength

I'd struggle; oh I'm sure if I only had a conscience
'Round hogmanay or march seventeen
Surely it’s a sin to be sober & godles
When half the bloody world is wearin' green

I’d sing a song of old, draw tears from a statue
And I wasnae one to spare the beast the rod
Tho’ I still feared the mystic powers of smoke & strong whisky
To lay me low before an angry God.

I'm like a ship without an anchor, no tenderness nor rancour
Doomed never to see heaven nor a hell
A ragged empty coat blowin' round these mortal streets
Until I find a way to lift this spell
No love, no hate, no substance, no weight
A jilted lover in an arsehole of a state!..

Sóbrios e Sem Deus

Eu cantaria uma canção pra você se eu soubesse cantar
Ou até juntar duas palavras pra começar
Mas tô todo atrapalhado, sabe, metade do cara que eu era
Um homem de lata sem seu famoso coração.

Um dia eu falava de um jeito que tirava a tinta das paredes
E coloria as bochechas de bandidos endurecidos
Eu discutia com os sábios até as palavras deles emperrarem
E eles corriam pra casa pra queimar seus livros preciosos.

Até que eu encontrei uma sombra e a segui por um beco
Onde ela fez o que quis comigo contra a parede
Me deixou com uma maldição que me deixou sóbrio e sem Deus
Salvou minha vida e levou minha alma.

Eu driblava a bola em volta dos defensores, corria mais que os agiotas
E jogava sinuca como se estivesse lutando uma guerra sangrenta
E se eles me quisessem no dardo, um rastro de corações partidos
Poderia me levar por qualquer porta de bar.

Uma mão carregava azulejos, colocava canos de concreto por milhas
Enquanto a outra enchia a vala de terra
Eu conseguia levantar um barril, espancava o traseiro do 'bump
Er farrell'
Tudo isso antes que esse mal roubasse minha força.

Eu lutaria; ah, tenho certeza que se eu tivesse uma consciência
Na virada do ano ou em dezessete de março
Certamente é um pecado ser sóbrio e sem Deus
Quando metade do mundo tá vestindo verde.

Eu cantaria uma canção antiga, faria lágrimas brotarem de uma estátua
E eu não era de poupar a besta do castigo
Embora eu ainda temesse os poderes místicos da fumaça e do whisky forte
Pra me derrubar diante de um Deus furioso.

Sou como um navio sem âncora, sem ternura nem rancor
Condenado a nunca ver o céu nem o inferno
Um casaco esfarrapado soprando por essas ruas mortais
Até eu encontrar um jeito de quebrar esse feitiço.
Sem amor, sem ódio, sem substância, sem peso
Um amante rejeitado em um estado de merda!