Non
Non era il mare all'orizzonte
Non era il vento a muovere le onde
Non è la rabbia che mi consola
Non è la voglia di vomitarne ancora
Contro qualcuno che non esiste
Contro me stesso o chi non c'entra niente
Una voce in testa mi dice
È solo una scusa per non essere felice
Non è la voglia che non ho avuto
Non è il passato che ho dimenticato
Non è quel viaggio che mi ha cambiato
Piuttosto quando sono stato viaggiato
Non è la morte, non è ancora il momento
Ma quel momento comunque è dentro
Non è il bambino che è scomparso
È con me, lo sento accanto
Lascia che le navi escano dai porti
Lascia che ti vengano a trovare i morti
Lascia che i colpevoli vengano assolti
Lascia stare per sempre il giudizio degli altri
Non è l'amore a farci a pezzi
Non è il dolore a scrivere versi
Non è la voglia di farmi male
Non è la voglia di farmi male
Lasciati abbracciare forte
Lasciami le ombre, il dolore, la notte
Lascia che ti dorma accanto quando viene buio
Mentre parli nel sonno e io urlo da solo
Non ero io dentro al tuo corpo
Non eri tu a tenermi dentro
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Il sangue che mi esce dal corpo
È mio soltanto se lo riconosco
Sei una ferita aperta dentro cui viaggiare
Tu non mi abbandonare
Salvami dai mostri, dal mondo
Salvami da quello che voglio
Il male profondo
Dalla morale, dall'obbedienza
Dalla normalità fatta sentenza
Dalla vergogna, dall'efficienza
La sicurezza, la sufficienza
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Non ero io, non eri tu
Il sangue che mi esce dal corpo
È mio soltanto se lo riconosco
Sei una ferita aperta dentro cui viaggiare
Tu non mi abbandonare
Não
Não era o mar no horizonte
Não era o vento a agitar as ondas
Não é a raiva que me consola
Não é a vontade de vomitar de novo
Contra alguém que não existe
Contra mim mesmo ou quem não tem nada a ver
Uma voz na cabeça me diz
É só uma desculpa pra não ser feliz
Não é a vontade que eu não tive
Não é o passado que eu esqueci
Não é aquela viagem que me mudou
Mas sim quando eu fui viajado
Não é a morte, não é ainda a hora
Mas esse momento de qualquer forma está dentro
Não é a criança que desapareceu
Está comigo, eu sinto ao lado
Deixa os navios saírem dos portos
Deixa que os mortos venham te visitar
Deixa que os culpados sejam absolvidos
Deixa pra lá o julgamento dos outros
Não é o amor que nos despedaça
Não é a dor que escreve versos
Não é a vontade de me machucar
Não é a vontade de me machucar
Deixa eu te abraçar forte
Deixa comigo as sombras, a dor, a noite
Deixa eu dormir ao seu lado quando escurecer
Enquanto você fala no sono e eu grito sozinho
Não era eu dentro do seu corpo
Não era você me segurando dentro
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
O sangue que sai do meu corpo
É só meu se eu reconhecer
Você é uma ferida aberta dentro da qual viajar
Você não pode me abandonar
Salve-me dos monstros, do mundo
Salve-me do que eu quero
O mal profundo
Da moral, da obediência
Da normalidade feita sentença
Da vergonha, da eficiência
A segurança, a suficiência
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
Não era eu, não era você
O sangue que sai do meu corpo
É só meu se eu reconhecer
Você é uma ferida aberta dentro da qual viajar
Você não pode me abandonar
Composição: Andrea Appino / Gian Paolo Cuccuru / Massimiliano Schiavelli