Ashes of Summer
Charred dreams on the hillside
Cicadas hush, the sky turns gray
Photographs curl in the embers
Memories drift like ash away
I trace the outline of the porch light
Ghost of a door that isn't there
Your laughter echoes in the timber
Cracking in the evening air
And I still taste summer in the smoke
Hear your footsteps in the cinders
If home is where the heart should live
Why do I feel it turning to splinters?
Ashes of summer whisper my name
But nothing answers back
Just the wind and the flame
Insurance checks on the table
Numbers where a childhood stood
Neighbors packed in borrowed trailers
Hope weighed down by soot-stained wood
I keep a box of melted silver
Each spoon a tarnished lullaby
Every night I polish silence
Watch the black dust rise and fly
And I still taste summer in the smoke
Hear your footsteps in the cinders
If home is where the heart should live
Why do I feel it turning to splinters?
Ashes of summer whisper my name
But nothing answers back–
Just the wind and the flame
They'll rebuild, they say, stronger beams, safer codes
But how do you measure the sound
Of my mother calling us in for dinner
Or the sap that bled from the old oak
When we carved our names?
I still taste summer in the smoke
Feel your heartbeat in the embers
Tell me, fire, will you remember
The songs we sang in younger Decembers?
Ashes of summer fall like snow
Where do the children of flames go?
Cinzas do Verão
Sonhos queimados na colina
Cigarras em silêncio, o céu fica cinza
Fotografias se curvam nas brasas
Memórias flutuam como cinzas ao léu
Eu contorno a luz da varanda
Fantasma de uma porta que não existe
Seu riso ecoa na madeira
Estalando no ar da noite
E eu ainda sinto o gosto do verão na fumaça
Ouço seus passos nas cinzas
Se lar é onde o coração deve viver
Por que sinto que tá se despedaçando?
Cinzas do verão sussurram meu nome
Mas nada responde de volta
Só o vento e a chama
Cheques de seguro na mesa
Números onde uma infância existiu
Vizinhos amontoados em trailers emprestados
Esperança pesada por madeira manchada de fuligem
Eu guardo uma caixa de prata derretida
Cada colher uma canção de ninar empoeirada
Toda noite eu polido o silêncio
Vejo a poeira negra subir e voar
E eu ainda sinto o gosto do verão na fumaça
Ouço seus passos nas cinzas
Se lar é onde o coração deve viver
Por que sinto que tá se despedaçando?
Cinzas do verão sussurram meu nome
Mas nada responde de volta
Só o vento e a chama
Eles vão reconstruir, dizem, vigas mais fortes, códigos mais seguros
Mas como você mede o som
Da minha mãe chamando a gente pra jantar
Ou a seiva que escorreu do velho carvalho
Quando esculpimos nossos nomes?
Eu ainda sinto o gosto do verão na fumaça
Sinto seu coração nas brasas
Diga-me, fogo, você vai lembrar
Das canções que cantamos em Dezembros mais jovens?
Cinzas do verão caem como neve
Pra onde vão as crianças das chamas?