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No Contratempo

Thiago Amud

Letra

    O dia daqui
    Bate no contratempo do dia de lá
    Bem na hora em que o Sol do Japão começava a sumir
    Cá terminava a batucada
    Então fui dormir
    E porque não custa nada sonhar
    Me acordei pra dentro e quando percebi
    Entrei num túnel pra lá

    Parei numa cidade
    Onde a gente era por natureza
    Mulata de verdade
    E completamente japonesa
    Bandeira não havia
    Havia apenas o estandarte da escola
    Que estampava todavia
    O Sol nascente encarnado numa bola

    Ingressei num trem bala destino Portela
    Pra ajudar a Surica a fazer o sushi
    Bambas do shamisen vinham lá da favela
    Pra curtir quatro dias sem harakiri
    Velha Guarda largou o xogun no palácio
    Todo o clã tava pronto para o carnaval
    (Carnaval)
    Quando o mestre Bashô, partideiro do Estácio
    Repicou na curimba um haicai tropical
    E tal
    Legal
    Deixa eu contar o final

    Não me acordem já não que tá chegando a hora
    Olha a gueixa e a cabrocha adentrando o batuque (ai)
    Mascaradas, com seus tornozelos de fora (ai)
    Era um pouco umbigada, era um pouco kabuki
    Fui bancar o esperto e quase que morro
    (Socorro!)
    Pois dediquei às duas o tal do haicai
    E a gueixa era cacho do dono do morro
    (Que horror!)
    E a cabrocha era noiva de um samurai!
    Ai

    Despertei, fui lá fora checar meu regresso
    Um expresso corria no meu coração
    O Sol se retirava aqui de Bonsucesso
    E um trem bala o levava de volta ao Japão


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