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Confissões de um Nunca Fui

Hubert-Félix Thiéfaine

Confessions D'un Never Been

Les joyeux éboueurs des âmes délabrées
Se vautrent dans l'algèbre des mélancolies
Traînant leurs métastases de rêve karchérisé
Entre les draps poisseux des siècles d'insomnie
Ça sent la vieille guenille & l'épicier cafard
Dans ce chagrin des glandes qu'on appelle l'amour
Où les noirs funambules du vieux cirque barbare
Se pissent dans le froc en riant de leurs tours

J'ai volé mon âme à un clown
Un cloclo mécanique du rock&roll cartoon
J'ai volé mon âme à un clown
Un clone au coeur de cône du rêve baby baboon
J'ai volé mon âme à un clown

Je rêve d'être flambé au dessus du vésuve
& me défonce au gaz échappé d'un diesel
À la manufacture métaphysique d'effluves
Où mes synapses explosent en millions d'étincelles
Reflets de flammes en fleurs dans les yeux du cheval
Que j'embrasse à Turin pour en faire un complice
Ivre de prolixine & d'acide cortical
Je dégaine mon walter ppk de service

J'ai volé mon âme à un clown
Un cloclo mécanique du rock&roll cartoon
J'ai volé mon âme à un clown
Un clone au coeur de cône du rêve baby baboon
J'ai volé mon âme à un clown

Bien vibré bien relax en un tempo laid back
Rasta lunaire baisant la main d'oméga queen
Je crache dans ma tête les vapeurs d'ammoniac
D'un sturm und drang sans fin au bout du never been
Fac-similé d'amour & de tranquillisants
Dans la clarté chimique de ma nuit carcérale
Je suis l'évêque étrusque, un lycanthrope errant
Qui patrouille dans le gel obscur de mon mental

J'ai volé mon âme à un clown
Un cloclo mécanique du rock&roll cartoon
J'ai volé mon âme à un clown
Un clone au coeur de cône du rêve baby baboon
J'ai volé mon âme à un clown

Confissões de um Nunca Fui

Os alegres lixeiros das almas desgastadas
Se jogam na álgebra das melancolias
Arrastando suas metástases de sonho jateado
Entre os lençóis sujos dos séculos de insônia
Cheira a trapo velho & ao mercadinho do desânimo
Nesse sofrimento das glândulas que chamamos de amor
Onde os malabaristas negros do velho circo bárbaro
Se mijam nas calças rindo de suas acrobacias

Eu roubei minha alma de um palhaço
Um cloclo mecânico do rock&roll cartoon
Eu roubei minha alma de um palhaço
Um clone com coração de cone do sonho baby macaco
Eu roubei minha alma de um palhaço

Eu sonho em ser flambado acima do vesúvio
& me embriago com o gás escapando de um diesel
Na manufatura metafísica de efúvios
Onde minhas sinapses explodem em milhões de faíscas
Reflexos de chamas em flores nos olhos do cavalo
Que eu beijo em Turim pra fazer dele um cúmplice
Bêbado de prolixina & de ácido cortical
Eu saco meu walther ppk de serviço

Eu roubei minha alma de um palhaço
Um cloclo mecânico do rock&roll cartoon
Eu roubei minha alma de um palhaço
Um clone com coração de cone do sonho baby macaco
Eu roubei minha alma de um palhaço

Bem vibrado, bem relax em um tempo laid back
Rasta lunar beijando a mão da rainha ômega
Eu cuspo na minha cabeça os vapores de amoníaco
De um sturm und drang sem fim no fim do nunca fui
Fac-símile de amor & de tranquilizantes
Na clareza química da minha noite carcerária
Eu sou o bispo etrusco, um licantropo errante
Que patrulha no gelo obscuro da minha mente

Eu roubei minha alma de um palhaço
Um cloclo mecânico do rock&roll cartoon
Eu roubei minha alma de um palhaço
Um clone com coração de cone do sonho baby macaco
Eu roubei minha alma de um palhaço