July
Last July I bought some opium incense
Didn't know that that was once your brand
Wintertime I spark it to erase the scent of your sadistic man
You healed your bruises with cigarettes
And drove for hours wasted in the fog
To be where other women wouldn't call you things
Where men wouldn't sniff you out like dogs
If only just once you'd told me you don't like men who treat you like dirt
Who slip you drugs intended to seduce which travel deep and cause you hurt
I wonder what would happen if
You learned to speak of your contempt
Instead you celebrate your face
By lending it to each of them
The redneck in me wants to prove, the college boy is scared to move
The homemaker has quit his job, the nihilist has found a god
A carpenter who takes an axe, a moth who burrows into wax
A chain between you and the ape - the missing link was Joan the Saint
i think you are the girl who sees a quarter inch through everything
Sees bodies underneath their clothes, no faces, only peeled bones
Your father was the artist who took pictures every day of you
And made a stop-motion film that shows you turning into him
I wonder how the Pharoah knew he had to save himself for you
And when I got to take his place I praise the years that burned his face
Julho
No último julho comprei incenso de ópio
Não sabia que essa era a sua marca
No inverno eu acendo pra apagar o cheiro do seu homem sadista
Você curou suas marcas com cigarros
E dirigiu por horas, perdida na neblina
Pra estar onde outras mulheres não te chamariam de coisas
Onde homens não te farejariam como cães
Se ao menos uma vez você tivesse me dito que não gosta de homens que te tratam como lixo
Que te oferecem drogas pra seduzir, que vão fundo e te machucam
Eu me pergunto o que aconteceria se
Você aprendesse a falar do seu desprezo
Em vez disso, você celebra seu rosto
Emprestando-o a cada um deles
O caipira em mim quer provar, o universitário tem medo de se mover
O dono de casa largou o emprego, o niilista encontrou um deus
Um carpinteiro que pega um machado, uma traça que se enterra na cera
Uma corrente entre você e o macaco - o elo perdido era Joana, a Santa
Eu acho que você é a garota que vê um centímetro em tudo
Vê corpos por baixo das roupas, sem rostos, só ossos expostos
Seu pai era o artista que tirava fotos de você todo dia
E fez um filme em stop-motion que mostra você se transformando nele
Eu me pergunto como o Faraó soube que tinha que se salvar pra você
E quando eu tive que ocupar o lugar dele, eu agradeço os anos que queimaram seu rosto